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Gênero | 22/08/2012 10:58

As empresas ideais para as mulheres

Preocupadas com a fuga de mulheres na faixa dos 35 anos, as empresas estão tornando o ambiente favorável à permanência e à ascensão feminina

Andrea Giardino, da

Dreamstime

Mulher executiva pulando e sorrindo

No Brasil, apenas 23% das mulheres estão em cargos de gerência, 12% em diretoria e 7% na presidência

São Paulo - As mulheres estão assumindo, cada vez mais, postos até então ocupados pelos homens. Embora seja um importante avanço se compararmos ao cenário de 20 anos atrás, a desigualdade continua quando olhamos para os contracheques e para o topo da pirâmide. No Brasil, apenas 23% das mulheres estão em cargos de gerência, 12% em diretoria e 7% na presidência, segundo dados do Guia VOCÊ S/A-EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar de 2010.

Realidade que reflete duas situações. Há uma parcela significativa de mulheres que larga o emprego na faixa dos 35 anos por se sentir preterida nas promoções. Outras preferem não subir quando percebem que, quanto mais alto o cargo, menos equilíbrio terão entre vida pessoal e profissional. Preocupadas com essa "fuga", muitas empresas estão desenhando políticas para melhorar o ambiente de trabalho.

"Perdíamos ótimas profissionais no meio do caminho, algumas depois de voltarem da licença- maternidade", afirma Armando Bordallo, diretor de RH da consultoria Ernst & Young Terco. Após uma pesquisa interna, descobriuse que a principal razão delas pedirem demissão estava ligada a longas jornadas de trabalho. Foi então que a consultoria criou um programa de flexibilização de horários. Até a criança completar 1 ano, as funcionárias podem ficar em casa uma vez por semana. Durante o período da amamentação, é possível reduzir a jornada, além da opção do home office para aquelas que precisam se ausentar por um determinado período. Essas ações já renderam bons resultados.

Além do número de mulheres na companhia ter dobrado nos últimos quatro anos, nos cargos de diretoria elas já são 30%. Chegar lá é uma tarefa nada fácil para as mulheres. Mesmo aquelas que conseguiram avançar reconhecem que o caminho é árduo e um tanto quanto obscuro. Um dos maiores grupos de varejo, o Walmart, fez em 2010 um levantamento com suas executivas no Brasil para saber seus anseios profissionais. O resultado: a maioria não acredita ter autonomia e se sente com pouco poder de influência.

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