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São Paulo – O cirurgião Jack Shephard (interpretado por Matthew Fox), da série Lost, não pediu para ser o líder dos sobreviventes do vôo Oceanic 815, que caiu em uma ilha misteriosa. Mesmo assim, vestiu a camisa. O personagem central da produção, encerrada no ano passado, é pragmático, cético e toma a maioria de suas decisões sozinho. Segundo a professora de Comportamento Organizacional do Ibmec/MG, Clara Linhares, suas características combinam com o tipo de liderança autocrática, também chamada de autoritária ou diretiva, marcada por uma postura independente e centralizadora.
Assim como essa forma de agir foi bastante útil na luta pela sobrevivência dos passageiros do avião acidentado, um perfil como o de Jack pode ser positivo em empresas que passam por uma situação de grande dificuldade, que exige uma liderança mais rígida, controladora e com capacidade para tomar decisões rapidamente. Porém, há elementos que merecem atenção redobrada. Durante a série, Jack quase matou ou arruinou o destino de todos por reações coléricas, emocionais e impulsivas. Essas características, também comuns nos líderes autocratas, podem colocar tudo a perder.
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