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São Paulo - Ladrão aos 12 anos de idade, Louis Ferrante cuidou de um desmanche de carros na adolescência, liderou assaltos à mão armada e foi considerado suspeito de grandes roubos nos Estados Unidos antes mesmo de completar 21 anos. Condenado pelos crimes em nome da família Gambino em 1994, o mafioso leu seu primeiro livro atrás das grades. O mergulho nas páginas foi o que bastou para que decidisse mudar de vida. Depois de cumprir pena por oito anos e meio, Ferrante escreveu sua aclamada biografia. Com o sucesso do livro, decidiu colocar os engravatados na linha de fogo. Recém-lançando em português, “O poderoso chefão corporativo” lista 88 estratégias da máfia que podem ser aplicadas no mundo dos negócios.
O autor ensina, por exemplo, quando “levar bala do chefão”: antes de sacrificar a pele em nome da reputação do seu superior, avalie se ele já defendeu funcionários em outras ocasiões. A justificativa é que o mundo corporativo, assim como o crime organizado, não seria um empreendimento ideológico. Não bastaria, portanto, fazer as coisas por paixão - é preciso pesar os benefícios individuais em todas as ocasiões. Em outro de seus mandamentos, Ferrante defende por que "faz bem ir a um funeral (desde que não seja o seu)": assim como as parcerias garantem o sucesso da máfia, nos corredores corporativos as alianças também seriam imprescindíveis.
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