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Escândalos | 14/06/2012 16:17

5 escorregões do Walmart (incluindo o desta quinta)

Varejista americana está sendo acusada agora de vender óleo que pode provocar câncer na China

Getty Images

Loja do Walmart nos EUA

Loja do Walmart: rede é acusada mais uma vez de violar as normas de segurança alimentar na China

São Paulo – Vira-e-mexe, o Walmart é destaque nos noticiários de todo o mundo e nem sempre a razão é o fato de a rede ser uma das maiores varejistas do planeta. Nesta quinta-feira, por exemplo, o jornal americano The Wall Street Journal informou que a companhia, mais uma vez, está sendo acusada na China de desrespeitar as normas de segurança alimentar.

Segundo o WSJ, o desvio de conduta do Walmart no mercado chinês é recorrente. Naquele país, a rede americana já foi punida mais de 20 vezes por não cumprir os princípios de seguranças ditados pelos órgãos reguladores, ou por promover propagandas enganosas no país.  

No último ano, a companhia americana também esteve envolvida em outros escândalos em diversas partes do mundo. Veja, a seguir, cinco deles:

Óleo com substância cancerígena 

Nesta quinta-feira, o WSJ afirmou que o Walmart enfrenta novas acusações no mercado chinês. Dessa vez, a rede é culpada de comercializar óleo de gergelim com uma porcentagem elevada de cádmio – substância que pode provocar câncer.

Segundo o jornal americano, o órgão de segurança alimentar chinês, responsável por fazer a supervisão nas redes varejistas, descobriu o problema em março deste ano e notificou a rede.

A varejista, por sua vez, defende-se das acusações afirmando ser uma das poucas empresas estrangeiras no país asiático a cumprir as normas de segurança alimentar.    

Indenizações milionárias a ex-funcionários

No mês passado, o Walmart chegou a um acordo para pagar 4,8 milhões de dólares em horas extras retroativas e danos a ex-funcionários, além de 463.000 dólares em multas. Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, mais de 4.500 antigos funcionários trabalharam horas a mais sem receber.

Essa, no entanto, não foi a primeira vez que a varejista precisou desembolsar milhões para recompensar ex-funcionários. Em 2008, a rede  foi condenada a pagar 600 milhões de dólares em indenizações por não permitir que funcionários tivessem tempo suficiente para alimentação e pausas para descanso durante o expediente nos Estados Unidos.

Suborno no México

Em abril deste ano, o Walmart foi acusado, pelo New York Times, de pagar 24 milhões dólares para acelerar aprovação de construção de suas lojas no México. A empresa poderá ter de pagar centenas de milhões de dólares em despesas legais, além de eventuais sanções, em decorrência das acusações de suborno generalizado.

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