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Barclays: acusado de manipular a taxa Libor, que define os juros interbancários no Reino Unido, banco enfrenta críticas da opinião pública
São Paulo - Nesta segunda, o presidente do conselho de administração do banco Barclays, Marcus Agius, foi demitido do cargo como consequência de um escândalo que vem sacudindo o Reino Unido. O Barclays é acusado de manipular a taxa Libor a seu favor. A taxa, que é referência para os juros pagos pelas instituições financeiras em empréstimos feitos umas às outras, acaba balizando contratos nos mercados de derivativos em todo mundo, bem como empréstimos entre empresas.
Na última quarta, o Barclays se comprometeu a pagar 290 milhões de libras para encerrar investigações das autoridades sobre a distorção artificial. A partir de agora, uma auditoria independente contratada pelo banco irá avaliar todos os negócios mantidos pela instituição. O caso vem à tona em meio a um cenário já turvo para o setor bancário britânico, afetado pelas discussões sobre resgates financeiros na Europa.
Por motivos diferentes, outros bancos de renome internacional caíram em maus lençóis nos últimos meses, questionados pelo governo e pela opinião pública. Confira os casos mais recentes que repercutiram mundo afora:
JP Morgan e a perda de 2 bilhão de dólares
Maior banco dos Estados Unidos em ativos, o JP Morgan anunciou perdas de nada menos que 2 bilhões de dólares por causa de uma estratégia de hedge que foi para o brejo.
Tentando usar derivativos para antecipar o comportamento das ações, o banco registrou perdas vultosas e reconheceu que deve sangrar ainda mais, com um prejuízo de até 800 milhões de dólares no segundo trimestre do ano. Jamie Dimon, CEO da instituição, classificou o erro de "maiúsculo", produto da "negligência" e de "más decisões" da sua equipe, em teleconferência a analistas.
O episódio, que tornou-se público em maio, esquentou o debate sobre a implementação da regra Volcker, segundo a qual os bancos ficam proibidos de fazerem investimentos especulativos em benefício próprio. A medida, que faz parte de um pacote aprovado após a crise de 2008, ainda não foi colocada em prática por pressão de grandes instituições de Wall Street.
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