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Segundo estudo da Ernst & Young, a passagem de temporadas no exterior é uma das principais lacunas no currículo dos líderes brasileiros
São Paulo - Mesmo com o pé no freio, a economia continua crescendo. As empresas nacionais, por sua vez, estão ficando maiores e mais globais. Segundo levantamento da Fundação Dom Cabral, 47 multinacionais brasileiras estão presentes em quase 90 países do mundo. A gestão de pessoas dentro dessas companhias, por outro lado, não vem evoluindo no mesmo compasso. Pelo menos é o que acredita Bill Leisy, líder de gestão de talentos da Ernst & Young. Para ele, o Brasil atingiu "o primeiro terço da maturidade" neste quesito.
Autor de um recente estudo sobre os desafios da expansão global, ele sugere que a tarefa de contratar e gerir profissionais está cada vez mais difícil em um mundo tão interconectado. Mas ao contrário de empresas sediadas em economias maduras, que vêm lidando com o desafio de internacionalização há décadas, as companhias tupiniquins - e suas equivalentes em mercados emergentes - ainda estão fazendo a lição de casa.
"Há muito foco voltado para remuneração e retenção de talentos, mas os executivos 'top management' têm essa lacuna de experiência no exterior", afirma Leisy, que sustenta que a falta dessa bagagem seria o ponto mais crítico na gestão de profissionais graduados por aqui.
Para ele, as temporadas internacionais deveriam ser obrigatórias na formação dos gestores. Mais tarde, seriam naturalmente adotadas como pré-requisito para a nomeação de cargos de liderança.
Sem confiança para montar um time próprio para atuar fora do Brasil, no entanto, muitas empresas acabam sentindo o reflexo dessa postura nos negócios, eventualmente prejudicados pela falta de um conhecimento apurado sobre outras culturas e o mercado global.
Mas as implicações não parariam por aí. Confira outros três desafios que, na visão do especialista da Ernst & Young, precisam ser solucionados pelas empresas que têm a ambição de atravessar fronteiras:
Briga por colaboradores
Recrutar funcionários é uma estratégia adotada por muitas companhias que não conseguem preencher o quadro com colaboradores da casa. Mas segundo estudo da Ernst & Young, o processo pode ser "autodestrutivo" ao aumentar as taxas de rotatividade e a inflação salarial, já que uma generosa remuneração costuma ser ofertada para fisgar os executivos da concorrência.
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