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Centrado na 'baianidade', o samba deste ano fala do Senhor de Bonfim, de Yemanyá, dos orixás, das batucadas e da capoeira
Rio de Janeiro - A escola de samba Portela, uma das mais tradicionais do carnaval carioca, espera pôr fim ao jejum de quase 30 anos sem títulos com um samba inovador, inspirado no sincretismo e nas festas da Bahia.
A agremiação azul e branco, que desfilará na noite do dia 19 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, apresentará o enredo 'E o povo na rúa cantando. É feito uma reza, um ritual...', o qual pretende mostrar a alegria e a espontaneidade do povo baiano através de suas festas populares.
Segundo o diretor artístico da Portela, o carnavalesco Paulo Menezes, 'a Bahia tem o dom de encantar porque é a terra na qual se misturam em um só o branco e o negro, o sagrado e o profano, o afro e o barroco'.
Centrado na 'baianidade', o samba deste ano fala do Senhor de Bonfim, de Yemanyá, dos orixás, das batucadas e da capoeira, verdadeiros símbolos da Bahia.
'Já que o tema está inspirado na Bahia, quis incluir o universo baiano no universo do carnaval', disse à agência Efe Paulo Menezes durante uma visita à Cidade do Samba, localizada na Gamboa, onde as escolas preparam os carros alegóricos e as fantasias do carnaval.
Menezes confirmou que visitou Salvador para mergulhar na cultura dessa região, além de que muitas das figuras preparadas para o desfile são, na verdade, replicas de obras de artistas baianos.
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