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Segundo a pesquisa, experiências anteriores ao diagnóstico também influenciam o enfrentamento
São Paulo - O trabalho e as redes que ele forma ajudam os portadores do vírus HIV a enfrentar a doença. Além disso, experiências anteriores ao diagnóstico da aids também têm função importante no processo de enfrentamento. Um estudo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, do psicólogo social Dário Schezzi, analisou, por meio de 10 entrevistas com portadores do HIV, quais fenômenos melhoram o processo de enfrentamento da doença e ajudam a viver melhor com ela.
A pesquisa observou que o enfrentamento da doença não é tão influenciado por questões posteriores à descoberta do vírus, mas sim por experiências e compromissos anteriores, como vínculos afetivos e projetos em andamento, que motivam os portadores e influenciam na imagem que formam deles mesmos.
Segundo Schezzi, a identidade é uma questão importante, pois a aids é uma doença com um estigma de alto impacto e com capacidade de transformar a auto-imagem da pessoa, “e as vivências coletivas influenciam muito na construção de uma nova auto-imagem de cada um. O trabalho influencia na questão da identidade, até por causa de sua própria estrutura e de suas redes, principalmente as afetivas”, diz ele.
O “trabalho” foi entendido na pesquisa não só como uma atividade remunerada, mas como qualquer atividade realizada que envolva a transformação de algo e traga um sentimento pessoal de realização e de utilidade, o que englobou ações como o próprio trabalho profissional, cuidar de uma horta, cuidar dos filhos e a militância política.
O autor da pesquisa destaca que o trabalho traz uma grande estima social à pessoa, sendo uma perspectiva para que ela se realize. Relacionado a isso, o psicólogo observou também que as condições materiais de vida influenciam o enfrentamento da doença.
“A falta de perspectiva de trabalho e ter uma auto-imagem em que não se acredite na sua capacidade produtiva e de realização de seus desejos e projetos de vida são coisas que dificultam muito o resgate de um novo projeto de vida que é essencial ao trabalho de enfrentamento à aids. Quanto maiores as condições de pobreza e dificuldade de acesso à vida material, maior a sua vulnerabilidade ao HIV, pois essa pessoa depende também de aspectos relacionados às suas condições de vida”, diz ele.
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