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Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, o sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas entre 5 e 9 anos
São Paulo - Embora dobrinhas não sejam mais sinônimo de saúde, muitos pais ainda têm dificuldade em aceitar o contrário. “E como são os adultos que controlam a alimentação dos pequenos, principalmente nesta fase em que a obesidade mais cresce em nosso país, não é difícil identificar quem está errando nesta história”, alerta o endocrinopediatra Eurico Mendonça, do Hospital Infantil Sabará.
De acordo com o especialista, é compreensível que os pais resistam em enxergar os quilos extras nas crianças, mas é fato que a maior oferta e variedade de guloseimas calóricas e o cotidiano sedentário levam a um progressivo aumento da obesidade em crianças e adolescentes.
“Esses jovens com sobrepeso ou obesos são pequenas bombas-relógios para as temidas doenças cardiovasculares. Desde a infância podem apresentar os fatores de risco para as doenças cardiovasculares do adulto, como colesterol elevado, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial”, afirma.
Os dados alarmantes foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, com base em dados do IBGE. Enquanto o sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas entre 5 e 9 anos, a obesidade foi constatada entre 16,6% dos meninos e entre 11,8% das meninas.
Como as crianças ainda seguem o exemplo dos adultos, os pais devem adotar uma alimentação mais saudável. “Refeições em família, preparo da comida com a ajuda das crianças e mudança de hábitos envolvendo os moradores de uma mesma casa costumam ser eficazes na guerra contra a balança ainda na infância. Além disso, é preciso estimular a atividade física desde cedo e combater o sedentarismo, incentivando mais brincadeiras ao ar livre e jogos em grupo”, recomenda Mendonça.
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