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Nova análise: se um médico disser que não pode fazer nada por você, marque uma consulta com outro especialista
São Paulo - O americano John Mayer corre desde a época do colegial. Mas em 2005, aos 45 anos, sua dor no joelho vinha piorando, e ele decidiu consultar um médico. Depois de diagnosticar uma ruptura do ligamento cruzado anterior, "o doutor me disse que não havia nada a ser feito. Como era tão respeitado e foi tão convincente, nem me passou pela cabeça buscar uma segunda opinião".
John ficou arrasado e não correu nos seis meses seguintes. Quando retomou os treinos, a dor voltou. Um amigo sugeriu que ele procurasse outro médico, que confirmou o diagnóstico, mas recomendou uma cirurgia artroscópica e fisioterapia. A dor de John diminuiu e, desde então, ele já correu oito maratonas. Nem todo tratamento requer uma segunda opinião. Mas, se ele não evoluiu (e você está ansioso para retomar os treinos), é importante saber quando chegou a hora de ampliar os horizontes.
O médico diz que não há nada a ser feito
Quase todas as lesões de corrida podem ser tratadas. Então, se um médico disser que não pode fazer nada por você, marque uma consulta com outro especialista. É mais provável que um diagnóstico desse tipo queira dizer que "não há nada que aquele médico possa fazer por você", afirma Michael Ross, médico no The Rothman Institute Performance Lab, em Nova Jérsei (EUA). E embora alguns problemas de saúde, como artrite severa nos quadris, tornozelo ou joelho, possam encurtar sua vida nas pistas, você deve confirmar um diagnóstico como esse com outro médico, antes de parar de correr totalmente.
Você começa a sentir uma nova dor
Em 2008, a um mês da Maratona de Chicago, Sue Walsh teve uma lesão da banda iliotibial e procurou um fisioterapeuta. "Eu melhorei, mas comecei a sentir dor nos músculos flexores do quadril da mesma perna em que tinha machucado a banda iliotibial", conta Sue, de 33 anos. "Não consegui melhorar a tempo de correr a maratona." O plano de tratamento adequado não deve provocar novas dores.
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