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São Paulo - Se você ainda acha que fazer um checkup implica em perder dias realizando uma bateria de exames, deve ter um bom tempo que não vai ao médico. O checkup evoluiu. Por um preço fixo, hospitais e clínicas oferecem uma série de testes que você conclui em uma única manhã. Os pacotes variam entre 2 e 5 mil reais e incluem consultas com especialistas tão diferentes quanto cardiologista, nutricionista, dermatologista, fisiatra, oftalmologista, psicólogo e urologista.
Outra mudança? O atendimento é cada vez mais personalizado. A quantidade e o tipo de exames que serão prescritos baseiam-se no histórico familiar e nos hábitos relatados por cada paciente. “Atendemos as pessoas levando em conta sua etnia e genética”, diz Nelson Carvalhares, médico responsável pelo Fleury Medicina e Saúde.
A ideia de realizar uma checagem completa do corpo surgiu na década de 1950, com o programa espacial americano. Candidatos a astronauta eram testados para avaliar se teriam condições de suportar as viagens. A moda pegou e vários exames passaram a ser aplicados em homens e mulheres, procurando anormalidades. No homem, o foco estava principalmente em doenças cardiovasculares.
Hoje, o objetivo de um checkup é identificar riscos futuros e trabalhar com prevenção, além de realizar diagnósticos precoces. “O paciente ainda procura o checkup com a ideia de que, quanto mais exames fizer, mais protegido estará”, afirma Carvalhares. “Mas é preciso ter muito cuidado com quem não está doente. Há o risco de fazer mais mal do que bem. Alguns exames são invasivos ou emitem radiação, por exemplo.”
Várias doenças, como o câncer, dependem em grande parte de hábitos e fatores ambientais. Tabagismo e alcoolismo costumam funcionar como gatilhos que levam ao aparecimento de tumores. Por isso, ao marcar um checkup, o primeiro passo é preencher um formulário que inclui dados familiares e perguntas sobre seus hábitos.
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