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Exercício tem riscos mínimos e pode ser muito benéfico para a maioria das mulheres
São Paulo - A gravidez é um momento de cuidado e atenção. Mas isso não significa que a mulher deva abandonar a corrida. Saiba que esse tipo de atividade traz muitos benefícios para a gestante e o bebê. A dentista Carolina Auger, 32 anos, grávida de quatro meses, voltou a correr há um mês e afirma que se sente muito bem para praticar corrida.
“Agora que a gravidez está tranquila, voltei a correr três vezes por semana cerca de 30 minutos. Como diminuí o ritmo, chego a fazer cerca de 4 km nesse tempo.” Carolina afirma que deve correr no asfalto e na terra batida até o início do sexto mês.
Mesmo que a gravidez esteja profundamente associada a mudanças anatômicas e fisiológicas, o exercício tem riscos mínimos e pode ser muito benéfico para a maioria das mulheres, conforme sinaliza o American College of Obstetricians and Gynaecologists.
“A liberação de endorfina traz bem-estar e tranquilidade à grávida”, diz Cristina de Carvalho, treinadora e diretora-sócia da assessoria esportiva Projeto Mulher, em São Paulo. “A grávida ativa é uma pessoa mais leve, menos preocupada e ansiosa”, afirma Eliana Reinert, técnica de atletismo do Esporte Clube Pinheiros e treinadora da assessoria Correr/Mulher.
O cardiologista especialista em medicina esportiva Nabil Ghorayeb lista outras vantagens: “A mãe controla o peso, tem maior equilíbrio emocional e se prepara melhor para ajudar no parto. E o bebê acaba desenvolvendo mais tolerância ao estresse, tem melhor evolução neurológica e menos gordura”, diz.
Siga alguns cuidados
Uma vez liberada pelo ginecologista e pelo cardiologista, é preciso seguir alguns cuidados como deixar de lado a performance e focar no bem-estar e na qualidade de vida para ela e o bebê em gestação.
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