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Em 2011, o cigarro causou a morte de 6 milhões de pessoas em todo o mundo
São Paulo - Nos últimos anos, é possível perceber que o combate ao tabagismo tem tido importantes avanços. Alguns exemplos desse panorama são as leis estaduais antifumo, as recentes regulações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu a adição de canela, menta e cravo em cigarros e restringiu ainda mais sua propaganda; além da divulgação de pesquisas e estudos importantes sobre o tema, como o Atlas do Tabaco.
Até mesmo em filmes e novelas, o cigarro, que foi tão glamourizado no passado, deixou de ser um “objeto de cena”. Apesar de tudo isso, o tabagismo continua sendo considerado uma epidemia pela classe médica e os esforços para reduzir a dependência e a conscientização deste mal precisam continuar.
Para se ter uma ideia, em 2011, o cigarro causou a morte de 6 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que, 80% desses óbitos aconteceram em países que possuem uma grande população de baixa renda. Esses números englobam fumantes e não fumantes, uma vez que o fumo passivo é tão perigoso quanto o ativo.
Dados mostram que, no ano passado, 600 mil não fumantes morreram em decorrência da exposição involuntária ao fumo. O fato é que as pessoas até conhecem os males do tabagismo, mas a dependência à nicotina é muito forte.
Na mente do tabagista, o cigarro é algo que proporciona prazer, relaxamento, diminuição da ansiedade, aumento da concentração, redução da fome, sensação de conforto, enfim, efeitos psicoativos muito favoráveis. Mas tudo isso é causado pelo efeito da nicotina no cérebro. São cerca de cinco mil substâncias tóxicas ingeridas em uma tragada e os impactos dessa bomba de substâncias nocivas são devastadores no corpo humano.
Com o tempo, a mistura de gases e partículas tóxicas no organismo desencadeia mais de 50 tipos de doenças diferentes. Além de câncer, problemas cardiovasculares e respiratórios, ainda há o aumento das incidências de derrame cerebral, doença vascular periférica (problemas circulatórios), impotência e morte súbita.
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