Roteirista afirma que Mulher-Maravilha é bissexual

"Mulher Maravilha" é uma das histórias mais populares da DC Comics e chegará aos cinemas interpretada pela atriz israelense Gal Gadot

Los Angeles — O roteirista da história em quadrinhos Mulher-Maravilha, Greg Rucka, afirmou em entrevista que a famosa super-heroína é “queer“, termo utilizado para designar pessoas que não se identifiquem como heterossexual.

Em ampla conversa divulgada pelo site “Comicosity”, o roteirista baseou sua resposta na sociedade utópica de Themyscira, a terra na qual vivem as amazonas de “Mulher Maravilha” e que, segundo sua opinião, consiste entre outros aspectos na inclusão e na aceitação da diferença.

“Supõe-se que seja o paraíso, a capacidade de viver com felicidade. Em um contexto no qual uma pessoa possa viver de maneira feliz, e parte disso seja ter um parceiro, significa que a pessoa tem a opção de ter uma relação gratificante, romântica e sexual. E (em Themyscira) as únicas opções são mulheres”, argumentou Rucka.

O roteirista explicou que as convenções sociais, como as entendemos, não existem da mesma forma nesse mundo imaginário.

“Uma amazona não olha para outra e diz: ‘Você é gay’. Não fazem isso. Esse conceito não existe”, argumentou o roteirista, que ao trabalhar a personagem com a ilustradora Nicola Scott, deu a entender que a super-heroína “obviamente” teve relações com mulheres no passado.

“Mulher Maravilha” é uma das histórias mais populares da DC Comics e chegará aos cinemas interpretada pela atriz israelense Gal Gadot, com data de estreia para 1º de junho de 2017 no Brasil.

Gadot interpretou pela primeira vez a personagem em um papel secundário no filme “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” e também aparecerá em “Liga da Justiça”, que chegará nos cinemas em 16 de novembro de 2017.