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O melhor é ouvir o que elas tinham para cantar
São Paulo - A morte da cantora britânica Amy Winehouse varreu o mundo tão rápido quanto a certeza de que sua partida teria sido motivada por uma overdose. Virou comentário fácil em mesa de bar e alerta moral na boca de muita gente (Está vendo o que aconteceu com ela?). Só que a verdade era um tanto diferente: exames toxicológicos indicaram que seu corpo não apresentava substâncias ilegais. Havia, sim, quantidades cavalares de álcool.
Whitney Houston, outra cantora importante (goste ou não), é o caso mais recente. As causas da morte foram investigadas, especuladas e os passos todos dados por ela ao longo da carreira devidamente vasculhados. A causa da morte informada pela polícia de Los Angeles foi dada como “afogamento acidental”. Mas parte das pessoas queriam mais. Queriam um erro.
Finalmente na noite desta quinta-feira, 22, ele veio oficialmente. Segundo relatório do legista do caso, a cantora tinha consumido cocaína antes de sua morte. Maconha, relaxantes musculares e outros medicamentos também foram identificados no corpo de Whitney.
O notório site de fofocas TMZ foi mais fundo. E quem procura, acha. Informações dão conta que uma pessoa retirou toda a cocaína e ainda limpou qualquer rastro da droga na cena da morte. A fonte revelou também que a pessoa que fez a faxina seria o próprio fornecedor da substância.
O que tudo isso tem a ver com a música? Nada. E o que as pessoas tem a ver com a vida particular das artistas em questão também é de difícil compreensão. A demanda existe. As notícias vendem, ganham repercussão e espaço. Não são as únicas e nem serão as últimas a se envolverem com drogas. Acima de tudo, não há registro de que elas tenham entrado voluntariamente em nenhum Big Brother. A porção pública das cantoras é a voz. E é ela que realmente vale.
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