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A cada mês, o local recebe dezenas de visitas guiadas que duram cerca de 1h30 e são voltadas ao público em geral
Viena - O único museu do mundo dedicado à história do aborto e da anticoncepção celebra nesta semana em Viena seu quinto aniversário, tendo recebido, desde 2007, mais de 20 mil visitantes.
''Contamos a história do difícil aprendizado humano sobre como separar sexualidade de fertilidade'', disse à Agência Efe o diretor e fundador do museu, Christian Fiala.
A ''fertilidade natural'' possibilita à mulher ter cerca de 15 gestações ao longo da vida, com cerca de até 10 partos, lembra o médico. Por gerações, tentou-se evitar a gravidez indesejada a todo custo, com métodos que hoje parecem ingênuos e até absurdos.
Intestino de cabra e bexiga de peixe como preservativos primitivos, excrementos de crocodilo para determinar se uma mulher engravidou, pedaços de limão introduzidos no colo do útero para evitar o acesso de espermatozóides são alguns dos métodos anticoncepcionais expostos ou relatados em uma das duas salas do museu e usados por mulheres e homens durante séculos até a segunda metade do século XX.
Só após a Segunda Guerra Mundial a ciência conseguiu tornar realidade o que o pai da psicanálise, Sigmund Freud, qualificou há cerca de 100 anos como ''o sonho da humanidade'': poder separar a sexualidade da fertilidade.
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