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Entre os participantes do evento estavam Neville Page e Neil Huxley, que trabalharam no filme Avatar
São Paulo - Avatar mudou a vida de muita gente. James Cameron, o diretor, quebrou o próprio recorde com o filme de maior bilheteria da história afundando Jack, Rose e o Titanic, com o qual ele havia conseguido 1,843 bilhão de dólares, para a segunda posição. Milhões de geeks e fãs de ficção científica espalhados pelo planeta ganharam personagens novos para sair vestidos em convenções e gastar boa parte do salário com quinquilharias.
O concept designer Neville Page, principal responsável pelas criaturas azuis que vimos no filme, era professor no Art Center College of Design quando surgiu a chance de embarcar no projeto multimilionário. A pergunta sobre como foi trabalhar no filme já foi ouvida por ele diversas vezes antes, mas o brilho no olho durante a resposta chama a atenção. “Aquilo tudo foi fantástico”.
Coturno sobre a calça apertada, os braços cobertos por tatuagens e cara de mau. Assim é o inglês Neil Huxley, diretor de arte que ostenta porte de fazer inveja para hooligan, mas é outro que viu sua vida mudar de uma vez por todas após o filme ecologicamente correto chegar às telas. “Trabalhei um ano e meio naquilo. Consegui colaborar com um dos meus ídolos”. O ídolo em questão é, claro, Cameron.
Entre um café e outro, Page conta que o amigo diretor, habituado a se mostrar preocupado com o destino das florestas sempre que tem espaço em sua agenda, agora decidiu ir até o fundo do oceano. Teria aí alguma pista sobre as sequências já previstas do maior vendedor de ingressos da história do cinema? “Não sei te dizer isso. Cameron é apaixonado por isso tudo. Ele está estudando, compreendendo melhor como as coisas funcionam”.
Ambos estiveram em São Paulo para a segunda edição do The Union, maior evento de computação gráfica da América Latina que ocorreu durante o último final de semana. Nove artistas renomados vieram até aqui para relatar aos fãs e interessados em geral sobre suas experiências profissionais e ensinar como dar vida às espécies mais estranhas que Hollywood é capaz de levar às telas.
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