Londres - Será lançada amanhã, quinta-feira, a autobiografia do cantor britânico Morrissey, vocalista de uma das mais emblemáticas bandas de rock da década de 1980, The Smiths.

O jornal britânico "Guardian" disse nesta quarta-feira em sua versão digital que se uma autobiografia "é um livro que fala sobre a vida", no caso de Morrissey a questão é se falará "sobre o espírito afiado e sarcástico da época dos Smiths ou sobre o irritante, egocêntrico e introvertido Morrissey na meia idade".

Steven Patrick Morrissey, de 54 anos, está inevitavelmente associado aos Smiths, a banda dos anos 80 originária de Manchester, no norte da Inglaterra, apesar de sua personalidade peculiar o ter convertido em um personagem famoso para além da música.

O vocalista, vegetariano, leva frequentemente a provocação até o extremo como quando a rejeição frontal aos matadouros de animais e suas críticas aos carnívoros o levou a tachar os chineses de subespécies por causa dos maus-tratos aos animais no país asiático.

Também em 2011 chegou a comparar os massacres de baleias na Noruega com "o que se passa no McDonald's", declarações que fizeram vários críticos atribuírem a ele os adjetivos de radical e racista.

The Smiths, o quarteto de indie rock cujas letras marcaram várias gerações, foi fundado 19 de fevereiro de 1982 por Morrissey e Johnny Marr, aos quais depois se uniram Andy Rourke e Mike Joy.

Introvertido, com uma voz inconfundível, Morrissey, sempre foi uma pessoa "rara", segundo sua própria definição, e a imprensa britânica reprova que nos últimos anos tenha dedicado muita energia a alimentar esse personagem.

A originalidade, a afinidade com a cultura pop, a habilidade para jogar com o surrealismo nas letras, transformou o grupo, sobretudo o carismático Morrissey, em símbolo para uma geração.

O single "Heaven Knows I"m Miserable Now" foi a primeira canção do quarteto que entrou na lista dos dez mais vendidos do Reino Unido, lugar que também foi ocupado por hits como entre os dez primeiros postos das listas e com outros temas, como "William, It Was Really Nothing" e " How Soon Is Now", "The boy with the thorn in his side", a banda alcançou fãs em todo o mundo.

Seu terceiro álbum, "The Queen is Dead", de 1986, é considerado um dos melhores trabalhos da história da música por revistas como "NME" e "Rolling Stone".

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