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Estreia | 15/04/2012 12:57

Produtor de 'Titanic': 'Ganhar o Oscar foi como tirar o navio do fundo do mar'

Produção do longa foi marcada por atrasos e dificuldades

Carlos Hell de Almeida, de

Divulgação

Cena do filme Titanic

Cena do filme 'Titanic'

Londres - O produtor Jon Landau acompanha o diretor James Cameron desde True Lies (1994), um fracasso de bilheteria. Ele conversou com o site de VEJA em Londres, sobre os motivos pelos quais gosta de trabalhar com James Cameron, um diretor tido como controlador e megalomaníaco. Junto com o ator Billy Zane, que faz o papel de noivo rico de Kate Winslet, ele lembrou também das pressões que a equipe sofreu durante as filmagens de Titanic.

 

JON LANDAU

Os atrasos e os estouros de orçamento de Titanic foram alardeados pela imprensa durante as filmagens. Ninguém acreditava no projeto. Em momento vocês tiveram certeza de que tinham um sucesso nas mãos?

Para mim, a carreira de um filme não é decidida pela bilheteria do primeiro fim de semana de estreia, mas como ela está lá pela terceira semana em cartaz. A terceira semana de bilheteria de Titanic foi a mesma da primeira semana. O mesmo aconteceu com Avatar. Mas eu me preocupei até a noite do Oscar, meses depois do lançamento porque, ao longo dos quatros anos de produção do filme, sempre houve um peso sobre nossas cabeças. Quando ganhamos o Oscar, foi como ter sido erguido o próprio Titanic do fundo do mar.

Mas acredito que a pressão durante as filmagens tenha sido grande, não? Como foi trabalhar num projeto tão complexo ouvindo histórias tão negativas?

Enorme. Mas eu e James sempre acreditamos no que estávamos fazendo. As pessoas que criticaram o filme ainda durante as filmagens nunca haviam lido o roteiro, visitado o set ou visto as provas do dia. Independentemente da bilheteria que poderíamos ter, meu objetivo era entregar um filme que nos permitisse a mim e a James Cameron trabalhar em Hollywood novamente.

No mercado, James Cameron tem fama de controlador e megalomaníaco. O que o fez acreditar nele desde True lies (1994), seu primeiro projeto juntos?

Minha confiança nele começa pelas histórias que ele escreve, com as quais qualquer ser humano encontra algum tipo de identificação. James sabe encontrar temas que são acessíveis às pessoas. O que faz os filmes dele funcionarem é justamente isso, o tema, que é aquilo que o espectador leva do cinema consigo, e não a trama, que o público deixa para trás, na sala de projeção. Na superfície, Aliens – O resgate (1986), por exemplo, é uma ficção cientifica de terror, mas o tema é o relacionamento amoroso entre mãe e filha. True lies não é apenas uma aventura de ação jamesbondiana, mas a história que fala como um casal consegue manter um casamento. Avatar, por outro lado, diz: “Não julgue um livro por sua capa, ou uma pessoa por sua cor”.

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