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Anualmente, ao menos 1,8 mil brasileiros com limitações físicas, auditiva, visual, paralisia cerebral e síndrome de Down, além de seus amigos e familiares, participam do desfile
Rio de Janeiro - O espírito olímpico de superação e esforço vai invadir o sambódromo do Rio de Janeiro com o desfile de uma escola de samba que reúne atletas paraolímpicos, pessoas com necessidades especiais e portadores de Síndrome de Down.
Em um barracão do centro da cidade, a escola 'Embaixadores da Alegria' se prepara, como qualquer outra participante do carnaval, para mostrar na Avenida Marquês de Sapucaí que os problemas físicos não são uma limitação e dar, com isso, uma lição de esforço e solidariedade excepcional.
No dia 25 de fevereiro, a Embaixadores da Alegria abrirá o desfile das campeãs, data em que se apresentam as sete melhores escolas do grupo especial.
'Queremos mostrar como as pessoas com necessidades especiais são capazes de trabalhar e serem úteis para a sociedade', explicou o presidente da escola, Caio Leitão, à Agência Efe, que há 5 anos realiza o sonho de milhares de desfilar no carnaval.
Anualmente, ao menos 1,8 mil brasileiros com limitações físicas, auditiva, visual, paralisia cerebral e síndrome de Down, além de seus amigos e familiares, participam de um desfile que não é apenas uma festa, mas 'um trabalho de inclusão social e emocional através da arte e da cultura do carnaval', destacou Leitão.
Um grande carro alegórico prateado e com muitas cores, que em nada deixa a desejar aos das grandes escolas que contam com milhões de reais de orçamento por meio de subsídios e patrocínios, receberá os atletas paraolímpicos para o desfile no sambódromo.
'Estou nervoso, só tinha visto os desfiles pela televisão, nunca pude participar e ver tudo de tão de perto, é um momento mágico para mim', contou com orgulho a Efe Marcelo Cardoso dos Santos, nadador paraolímpico de 19 anos.
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