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Desfile da Glória Coelho no SPFW - Verão 2013
São Paulo - Moda que cura e dá amor. Esta foi a frase que o código de barras, usado para estampar peças da coleção, formava e propagava para o próximo verão. Gloria Coelho se inspirou na singularidade, no código binário, nas listras (sempre as simples e misteriosas listras) e no universo quântico para criar um verão de sensualidade sutil e de construções quase arquitetônicas.
A estilista segue em sua pesquisa pelas formas e pela fluidez das peças, mas sem abrir mão de materiais tecnológicos, do couro, organza, da zibelina, do cetim e da tela (ou segunda pele). "Quero continuar pesquisando os tecidos desta coleção antes mesmo que cheguem às lojas. A organza é um material incrível, mas é um tanto rígido. Quero que esta coleção tenha fluidez sempre", explicou a estilista para o jornal O Estado de S.Paulo no backstage do desfile.
Ainda que Gloria queira maleabilidade em seu verão, são exatamente as estruturas arquitetônicas que ela tão bem cria que fazem de sua moda única no Brasil. As listras, por exemplo, que a perseguem e são perseguidas por ela há anos, abriram o desfile em um estudo dos limites das formas.
Ora verticais ora horizontais, ganhavam mais dimensões ainda com os casacos e casaquetos de levíssimo e opaco plástico, que sugeriam a sensação de holograma buscada por Gloria. É uma roupa que, assim como o holograma, muda de acordo com a luz, o ponto de vista, o clima...".
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