Londres - O Comitê Paralímpico Internacional desprezou nesta segunda-feira as queixas do velocista sul-africano Oscar Pistorius pelas medidas da prótese do brasileiro Alan Fonteles, que o superou na final dos 200 metros rasos, classe T43, do atletismo dos Jogos Paralímpicos de Londres.

Pistorius se queixou depois da prova que as próteses de Fonteles eram maiores que o limite permitido, o que, segundo o sul-africano, provocaria uma melhora de rendimento.

No entanto, em entrevista coletiva realizada hoje no centro de imprensa do Parque Olímpico, o diretor de comunicações do Comitê, Craig Spence, desprezou as queixas do atleta sul-africano e assinalou que o tamanho das próteses usadas pelo brasileiro estava dentro da legalidade.

''Temos normas sobre a extensão das próteses e desde 2010 as medimos antes de cada corrida. Ontem à noite fizemos o procedimento e as oito próteses estavam dentro dos parâmetros regulamentares'', afirmou. O diretor de comunicações também negou qualquer punição a Pistorius pelas queixas públicas.

Pistorius, conhecido também pelo apelido de ''Blade Runner'', perdeu a primeira prova nos 200 metros rasos da classe T43 nos últimos nove anos. Em Londres, Fonteles marcou o tempo de 21s45, contra 21s52 do sul-africano. 

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