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São Paulo - Inaugurado em março, o Centro Niemeyer, em Avilés, na Espanha, fechou ontem suas portas ao público. “Foi uma questão política”, diz Jair Rojas Valera, que desenvolveu com o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer o projeto e a construção do complexo cultural, com 16 mil m² e formado por teatro, museu, prédio administrativo, restaurante e uma praça.
“Entrou um governo de direita em Astúrias. Vão colocar agora uma nova direção no centro, alguém desse novo governo”, diz Valera. Na quinta-feira, quando, coincidentemente, Oscar Niemeyer vai completar 104 anos, o então diretor da instituição asturiana, Natalio Grueso, e sua equipe deixarão formalmente seus cargos.
Até nova decisão, o complexo permanecerá fechado. O centro cultural, instituído em 2007, também está envolvido em disputa judicial, de 20 milhões, por denúncia de corrupção.
“A Fundação Oscar Niemeyer, criada para cuidar do acervo dele, não tem nenhuma relação com o Centro Niemeyer, que é uma instituição da Espanha”, diz o bisneto do arquiteto, Carlos Niemeyer. “Não estamos envolvidos.” O arquiteto dá nome ao complexo cultural apenas como homenagem, segundo sua família. “Niemeyer ficou muito triste, mas entendeu que foi uma questão política, há nada relacionado ao projeto arquitetônico”, afirmou Valera. Niemeyer escreveu em outubro carta aberta em defesa do centro e de Grueso.
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