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Veneza: cidade abriga Bienal de Arquitetura
Veneza (Itália) - Brasil, Argentina, Peru e México inauguraram nesta segunda-feira seus respectivos pavilhões na 13ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, que amanhã legitima ainda mais a presença latino-americana no evento com a abertura dos espaços do Uruguai, Venezuela e Chile.
No primeiro dos dois dias das apresentações restritas aos arquitetos, especialistas do setor e imprensa, esses quatro países apresentaram diversas propostas, mas todas tentando se encaixar no lema da Bienal deste ano, o ''Terreno comum'' (''Common Ground'').
Neste aspecto, o Brasil inaugurou seu pavilhão com a exposição ''Con Vivência: Lucio Costa and Marcio Kogan'', uma proposta na qual o trabalho dos arquitetos partem em busca deste terreno em comum, mas sem deixarem de exaltar suas diferenças.
Segundo o curador da exposição, Lauro Cavalcanti, a ideia era que os dois artistas, que são de gerações diferentes, tivessem instalações próprias e conjuntas, as quais pudessem falar por elas mesmas, sem a necessidade de uma ligação prévia.
Desta forma, a montagem de Costa convida o público ao descanso com a instalação de várias redes sob um céu coberto por toldos e com violões para serem tocados, enquanto a proposta de Kogan mostra o interior de uma luxuosa casa da capital paulista através de um painel cheio de pequenos buracos.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que já participou do evento na última edição, foi encarregada de inaugurar por videoconferência o espaço de seu país, que pela primeira vez conta com um pavilhão permanente, um edifício datado em 1570.
''Hoje, dois anos após nosso bicentenário (da independência), temos pela primeira vez na história um pavilhão permanente (...) Este pavilhão não é qualquer coisa. Temos um espaço nos famosos salões da Bienal'', disse a presidente argentina.
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