Aguarde...
Música Ator de “O Senhor dos Anéis” lançará álbum de heavy metal
CinemaCurtas brasileiros marcam presença no Festival de Cannes
Bem-estar Alimentos campeões do antienvelhecimento
Lista Os 101 melhores roteiros da história do cinema
Drama Premiado “Era uma vez na Anatólia” estreia no cinema
Ação Carrões voltam aos cinemas em “Velozes e Furiosos 6”
FutebolPelé diz que tiraria grana do bolso para segurar Neymar
CaridadeLeilão de viagem ao espaço com DiCaprio rende € 1,2 mi
SUVMercedes traz GLK a diesel por R$ 169 mil
FestivalFilme sobre amor entre duas mulheres surpreende Cannes
Madonna se apresenta: a homossexualidade, punida com penas de prisão na União Soviética, foi descriminalizada na Rússia em 1993
São Peterburgo - Um grupo de ativistas russos antigays abriu na sexta-feira um processo judicial contra a cantora norte-americana Madonna, dizendo que ela os insultou ao se manifestar em prol dos direitos dos homossexuais durante um show na semana passada em São Petersburgo.
Apresentando-se de lingerie preta, com as palavras "sem medo" escrita nas costas, Madonna criticou uma lei municipal adotada em março que impôs multas a quem espalhar "propaganda" homossexual. Antes, ela havia qualificado a lei de "atrocidade ridícula".
A homossexualidade, punida com penas de prisão na União Soviética, foi descriminalizada na Rússia em 1993, mas a comunidade gay em geral permanece às sombras, sofrendo forte preconceito.
"Ela (Madonna) havia sido alertada com palavras de que deveria se comportar de acordo com a lei, e a ignorou. Por isso teremos de falar a linguagem do dinheiro", disse Darya Dedova, uma entre os dez ativistas que abriram o processo num tribunal de São Petersburgo.
"É claro que é difícil mensurar os danos morais e o sofrimento, mas talvez as pessoas que ganham dinheiro independentemente dos valores morais irão entender isso melhor", disse Dedova, acrescentando que a eventual indenização será destinada a orfanatos.
"Talvez alguém não veja a relação, mas depois do show de Madonna talvez algum menino se torne gay, alguma menina se torne lésbica, menos crianças nasçam por causa disso, e este grande país não possa defender suas fronteiras - para mim, isso causa sofrimento moral", disse Alexei Kolotkov, outro ativista envolvido no processo.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados