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Se o Bahia aliviar para o Ceará, em 2012 o nordeste terá 4 representantes na série A, a mesma quantidade da região Sul
São Paulo - Depois de várias temporadas sub-representado, o futebol do Nordeste ressurge. O Santa Cruz saiu do inferno da Série D para a C e liderou as bilheterias em todas as divisões, com média 37 mil pessoas por jogo; CRB e América de Natal subiram da Série C para B; a dupla pernambucana Náutico e Sport deixou o limbo da Segundona para atingir o olimpo da Série A e, se o Bahia aliviar para o Ceará domingo (4), em 2012 haverá uma situação inédita desde o Brasileirão de 1994: as regiões Sul e Nordeste terão o mesmo número de representantes na primeira divisão, quatro cada um.
Para que se repita o cenário do ano do último título Brasileiro do Palmeiras, basta que o Bahia se recorde que foi justamente o concorrente do Ceará na luta contra o rebaixamento, o Cruzeiro, que não teve dó nem piedade na derradeira rodada na Primeirona de 2003, quando os ítalo-mineiros, já campeões, enfiaram impiedosos 7 a 0 e rebaixaram o Tricolor da Boa Terra na saudosa Fonte Nova.
Além disso, dois outros dados mostram que o futebol nordestino vive um momento peculiar. Líedson e Juninho Pernambucano, dois dos grandes astros dos times que disputam o título brasileiro, nasceram na região, o primeiro é baiano e outro diz de onde vêm no apelido. E, nos últimos dez anos, as regiões Sul e Nordeste empatam em número de títulos nacionais, um para cada lado.
No já longínquo 2001, o Grêmio de Marcelinho Paraíba levou a Copa do Brasil. Em 2008, o Sport levou pela primeira vez para o Nordeste o principal torneio mata-mata nacional.
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