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A Fifa quer uma anistia através de um programa de proteção para as fontes que revelem partidas fraudadas
Zurique - A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta terça-feira uma série de medidas para lutar contra as partidas manipuladas, que incluem pedir ajuda à Interpol e instaurar programas de proteção para os informantes que denunciarem estas práticas.
"O futebol enfrenta atualmente dificuldades sem precedentes em relação às partidas manipuladas, cujos efeitos se ressentem em nível nacional, regional e internacional", disse a instituição.
Estas práticas criminosas "danificam a integridade da Fifa e a reputação dos organismos dirigentes do futebol", ressaltou a federação internacional, que se viu obrigada a tomar a iniciativa pelos escândalos sem precedentes durante o ano passado.
"A maior ameaça vem agora mesmo dos criminosos que conspiram e conseguem algumas vezes manipular os encontros internacionais de futebol", prosseguiu a Fifa.
Com o objetivo de enfrentar estas práticas, vinculadas às apostas esportivas ilegais, a organização quer criar neste ano um sistema de alerta avançado que permita detectar com antecedência os riscos de fraude.
A Fifa também se apoiará na polícia internacional Interpol, nos agentes nacionais e em seus próprios meios para combater as partidas manipuladas.
Neste ano, a organização, cuja sede se encontra em Zurique, prevê realizar investigações na Ásia, América e Oriente Médio.
A Fifa quer uma anistia através de um programa de proteção para as fontes que revelem partidas fraudadas e um número de telefone dedicado exclusivamente a denunciar de maneira anônima estas partidas.
A entidade também deseja pôr em funcionamento uma iniciativa de reabilitação para os jogadores, funcionários e técnicos administrativos comprometidos com este tipo de casos.
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