Aguarde...
MMAComo assistir a Pezão X Cain Velasquez no UFC 160
Música Ator de “O Senhor dos Anéis” lançará álbum de heavy metal
Lista Os 101 melhores roteiros da história do cinema
Drama Premiado “Era uma vez na Anatólia” estreia no cinema
Ação Carrões voltam aos cinemas em “Velozes e Furiosos 6”
FestivalFilme sobre amor entre duas mulheres surpreende Cannes
Cinema "Sem Proteção" investiga fim das utopias dos anos 60
MúsicaBiógrafo dos Beatles doa canções de Lennon à biblioteca
MúsicaMorre o compositor e cantor francês Georges Moustaki
Jon "Bones" Jones, 24 anos, é campeão da categoria meio-pesado
O mais patriótico herói dos quadrinhos foi criado em meio à II Guerra Mundial - surgido em 1941, enquanto os aliados tentavam derrotar a Alemanha nazista, o Capitão América serviu para elevar o moral da população dos Estados Unidos, que precisava de um incentivo emocional para acreditar que seria possível subjugar as tropas de Adolf Hitler.
Mais de sete décadas depois, os americanos se encontram em desvantagem em outro campo de batalha: os octógonos do UFC, onde os brasileiros são campeões nas três categorias mais prestigiosas. Como a maioria das noitadas do UFC acontece em solo americano - e o principal público consumidor do evento ainda está nos EUA - o domínio brasileiro (principalmente com o status de superastro de Anderson Silva) é péssimo negócio para os organizadores.
Surge, então, um candidato a Capitão América do MMA, o vingador que fará a bandeira dos EUA tremular acima das outras. Ele é Jon "Bones" Jones, 24 anos, campeão da categoria meio-pesado (ele defende o título no sábado, em Atlanta). Atleta carismático, popular e tecnicamente excepcional, Jones vive uma clara transformação nos últimos meses.
Desde que surgiu no UFC, sempre foi um grande lutador. Mais recentemente, porém, está sendo transferido para outro patamar, o de ídolo nacional, para que seja o rosto do UFC nos Estados Unidos - e, de preferência, para que consiga arrumar novos negócios para a franquia, assim como fez o Capitão América ao participar das campanhas para arrecadar fundos para o esforço bélico.
O objetivo do "projeto Jon Jones" não é nem desbancar Anderson no octógono - até porque eles lutam em categorias diferentes. A meta principal, na verdade, é igualar ou superar o sucesso do brasileiro, o lutador mais conhecido no planeta, em quesitos como popularidade e exposição publicitária.
Com 1,94 metro e 93 quilos, limite de peso de sua categoria, Jon Jones tem um talento nunca questionado por fãs e especialistas em artes marciais mistas (MMA). Seu cartel é a melhor prova disso: tem 15 vitórias e apenas uma derrota - ocorrida, na verdade, em função de uma desqualificação, por uso de golpe irregular.
O americano costuma ser tratado como prodígio, e leva a fama de "mais jovem campeão do UFC". Alguns esquecem, porém, que Vitor Belfort conquistou o cinturão do torneio aos 19 anos, quando a disputa ainda tinha outro formato e os atletas lutavam mais de uma vez na mesma noite. Jones é só o mais novo a conquistar um título desde que os irmãos Fertitta compraram o UFC, em 2003, mas essa ressalva não aparece nos vários anúncios e campanhas estreladas pelo americano.
Se Anderson é o grande astro do UFC pelo mundo, Jon Jones é o principal representante da franquia na parte institucional, trabalhando quase como um garoto-propaganda do evento. Quando não está dentro do octógono ou treinando seus golpes mais famosos - os chutes rodados e as incríveis cotoveladas -, Jon Jones precisa cumprir uma agenda lotada de eventos do UFC.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados