Aguarde...
MúsicaDiana Ross fará shows no Brasil em junho e julho
AtorMichael Douglas chora em apresentação de filme em Cannes
ChinesaAtriz Li Bingbing estrelará 4º filme da saga Transformers
ConflitosFilme palestino sobre amor e traição é aplaudido em Cannes
TVNational Geographic se rende aos reality shows
CinemaFilme policial japonês recebe primeiras vaias em Cannes
MúsicaRod Stewart volta ao 1º lugar no Reino Unido após 34 anos
MúsicaBieber e Swift são os grandes vencedores no Billboard Awards
MúsicaTaylor Swift reina nos prêmios Billboard
MercadoEstreia de Ryan Gosling na direção causa interesse em Cannes
Derivado do tupi, poroc poroc, a palavra significa “destruidor, grande estrondo”
São Paulo - Se você não tem idade para se lembrar de Amaral Netto, o apresentador da TV Globo que, nos anos 1970, fazia o trabalho sujo de cantar as glórias do Brasil Grande na ditadura militar, o termo “pororoca” pode soar estranho.Trata-se, basicamente, de uma massa de água do mar que invade a desembocadura do rio, gerando uma sequência de ondas que se estende por vários quilômetros e horas.
A maior intensidade é atingida nas luas cheias ou novas, na fase de maré viva ou sizígia. Quando vem vindo, a água ganha tal volume que pode ser ouvida bem antes de ser vista. Embora aconteça em diversas partes do mundo, o fenômeno ficou célebre na Amazônia.
Derivado do tupi, poroc poroc, a palavra significa “destruidor, grande estrondo”. É tudo isso e muito mais. No rastro do seu percurso são deixados detritos, troncos, galhos e mururés (planta aquática), além de uma variedade incalculável de aves, répteis, peixes e cobras. As mais temíveis ocorrem nos rios de Amapá, Maranhão e Pará.
Muitas vezes a mais de 20 horas de barco de cidades maiores. Agora, por que alguém iria querer se jogar no meio daquela fúria? Para o surfista paranaense Serginho Laus, a resposta é clara e límpida: “A sensação de surfar selva adentro é indescritível. Parece que você está num mundo paralelo. É muito mais do que surfe, é uma interação inesquecível entre natureza e ser humano”.
Um dos primeiros a escrever sobre a pororoca foi o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, capitão da caravela Niña na armada de Cristóvão Colombo. No início de 1500, Pinzón e sua tripulação tiveram a nave arrastada pela força
das águas. O explorador francês Jacques Cousteau sobrevoou a onda e produziu imagens incríveis nos anos 1980 (quando uma de suas embarcações foi igualmente engolfada pelo barro). Mais de 400 anos separaram a viagem de Pinzón da primeira expedição para surfar na pororoca.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados