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O único tricampeão
José Roberto Guimarães é o resumo perfeito da heroica medalha olímpica conquistada no vôlei feminino. Não é tirar o mérito de jogadoras como Jaque e Sheilla, duas das melhores atacantes no torneio. Mas a atuação do técnico, o único brasileiro tricampeão olímpico da história, deu sustentação para que o time que chegou desacreditado em Londres conseguisse dar a volta por cima.
Foi assim também na final contra as favoritas norte-americanas, que atropelaram as brasileiras por 25 x 11 no primeiro set. Evitando os xingamentos, a pirotecnia e a centralização proposta por muitos treinadores, mas cobrando energicamente e orientando as atletas sempre que percebia um erro. Só um treinador do calibre do multicampeão José Roberto é capaz de fazer um time voltar ao seu melhor após uma sapecada em uma final olímpica.
Campeã com sobras
Sarah Menezes pode se orgulhar de ser a atleta do Brasil a conquistar o ouro com mais tranquilidade na história olímpica. Não por ser um Usain Bolt ou um Michael Phelps do judô. Mas por ter a autoconfiança necessária para partir para cima de todas as adversárias. Tu Ngoc Van, do Vietnã, Laetitia Payet, da França, Shugen Wu, da China, e Charline van Snick, da Bélgica. Na final, Sarah não deu a mínima chance para a romena Alina Dumitru, que até então era a campeã olímpica. Histórico.
Ginasta dourado
Engana-se quem acha que Arthur Zanetti ganhou ouro por ter feito uma apresentação fantástica nas argolhas na hora certa. O ginasta brasileiro de 22 anos foi vice-campeão mundial em 2011 e por estratégia armada pelo seu técnico, uma apresentação foi montada para que Zanetti tivesse o direito de se apresentar por último. Frieza necessária para vencer o chinês Chen Yibing, o favorito na modalidade.
Sem dinheiro, mas com coração
Com investimento muito menor do que a natação ou o atletismo, o boxe brasileiro ressuscitou com três medalhas em Londres. A primeira delas veio com a pugilista Adriana Araújo (na categoria até 65 kg), subindo ao pódio com o bronze na estreia do boxe feminino nos Jogos. Além dela, os inesquecíveis “irmãos Falcão”, filhos do lutador Touro Moreno.
Enfrentando de peito aberto as dificuldades na vida pessoal e na carreira, Yamaguchi Falcão levou o bronze na categoria até 81 kg. Seu irmão, Esquiva, foi ainda mais longe, disputando (e quase levando) a final olímpica na categoria até 75 kg. Se o boxe profissional já havia dado motivos de sobra para o brasileiro sentir orgulho, as medalhas deste ano reviveram a honra de Servílio de Oliveira, pugilista de bronze há 44 anos atrás.
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