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Londres - Se o barulho provocado pelos torcedores da casa fosse uma substância proibida, o time da Grã-Bretanha teria sido expulso dos Jogos de Londres logo no primeiro dia. Afinal, a julgar pelo recorde de 65 medalhas da nação anfitriã, sendo 29 delas de ouro, a animação do público deve ter alguma participação nesse desempenho.
Mas, não basta apenas ter dezenas de milhares de torcedores ansiosos gritando para que os seus atletas olímpicos nacionais ganhem. Se o Brasil quiser colher o mesmo aumento de desempenho na Rio 2016, os treinadores, atletas e o povo brasileiro devem primeiro preparar a mente para o sucesso.
"'As noções de eficácia das pessoas são extremamente importantes no desempenho", disse Stephen Reicher, professor de psicologia na Universidade de St. Andrews, na Escócia. "Então, em parte, trata-se de suas próprias crenças", disse.
"Se você acredita que 'não pode fazer isso' e todo mundo lá fora está esperando que você faça, então isso tem um efeito negativo. Mas se você acredita que 'tem uma chance', então uma multidão apoiando pode ser muito positivo." Em uma análise sobre a vantagem de se estar em casa publicada no Journal of Sport Science no ano passado, os cientistas descobriram que as equipes de casa ganham cerca de três vezes mais medalhas nos Jogos em seu país do que quando estão longe, apontaram os pesquisadores.
A maior influência não vem do fato de conhecer o ambiente onde está, comer alimentos familiares e falar a mesma língua, ou mesmo não ter que viajar, mas sim do barulho dos torcedores.
Tudo na mente?
Então está tudo na mente? Sim e não.
"É psicofisiológico, e não puramente psicológico ou puramente fisiológico", explicou Nick Maguire, professor de psicologia clínica na Universidade de Southampton.
Ele apontou que a mente pode ser extremamente poderosa e sua resposta pode provocar mudanças fisiológicas reais quando interpreta o apoio vocal da multidão.
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