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Schenberg | 14/06/2012 10:27

Livro conta história do físico que também era crítico de arte

Mario Schenberg, considerado um dos físicos teóricos mais importantes do Brasil, ganhou respeito também na sua atuação como físico de arte

Fábio de Castro, da

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Mario Schenberg, crítico de arte e físico teórico

“A principal característica de Schenberg como crítico é que ele não se prendia a regras. Era essencialmente intuitivo", diz o autora do livro

São Paulo - Considerado um dos físicos teóricos mais importantes do Brasil, graças à relevância e ao pioneirismo de sua obra científica, Mario Schenberg (1914-1990) foi também um respeitado crítico de arte.

Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) enfocou essa segunda faceta da personalidade de Schenberg, revelando as condições que o levaram a exercer duas atividades aparentemente díspares, conciliando pensamento científico e estético.

O estudo, que correspondeu ao mestrado de Alecsandra Matias de Oliveira, realizado com Bolsa da Fapesp e defendido em 2003 na Escola de Comunicações e Artes (ECA), foi a base para o livro Schenberg: crítica e criação, publicado recentemente pela Edusp.

Formada em História pela USP, Oliveira começou a estudar a obra de Schenberg durante sua iniciação científica, também com Bolsa da Fapesp, no Centro Mario Schenberg, da ECA-USP, coordenado por Elza Maria Ajzenberg. Depois do mestrado, com orientação de Ajzenberg, Oliveira cursou doutorado em História da Arte no Museu de Arte Contemporânea da USP, onde atua atualmente no setor de Projetos Especiais.

Segundo Oliveira, a pesquisa utilizou um método analítico, além do exercício comparativo entre dados históricos gerais e fontes primárias e secundárias.

O ponto de partida do estudo foi a tentativa de compreender quais foram as condições que levaram um físico reconhecido internacionalmente a se interessar por questões estéticas a ponto de desenvolver uma atividade paralela na crítica de arte.

“A principal característica de Schenberg como crítico é que ele não se prendia a regras. Era essencialmente intuitivo. Tinha uma ligação profunda com muitos artistas e se interessava profundamente pelo papel do criador. Não era um crítico como os outros, que tinham um espaço fixo em colunas jornalísticas. Era um crítico de catálogo. Os artistas o procuravam para escrever sobre as obras”, disse Oliveira.

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