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Arquitetura | 16/07/2012 11:32

Livro analisa presença estrangeira em construções de SP

Em quatro anos de estudos interdisciplinares, pesquisa contribuiu para a compreensão da relação entre os estrangeiros e as transformações ocorridas desde o século 19

Fábio de Castro, da

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Vista panorâmica da Catedral da Sé a paritr da Torre do Edifício do Banespa, em São Paulo.

Vista do centro de São Paulo com a Catedral da Sé e o Largo São Francisco em destaque

São Paulo - Ao longo de quatro anos, um grupo interdisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) realizou um amplo estudo com o objetivo de compreender, a partir da presença estrangeira em São Paulo, os processos de transformação física, demográfica, econômica, social e cultural ocorridos na cidade a partir do século 19.

O Projeto Temático “São Paulo: os estrangeiros e a construção das cidades”, coordenado pela professora Ana Lucia Duarte Lanna, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, teve a participação de pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e do Museu Paulista da USP.

Segundo Lanna, as pesquisas procuram abordar a presença estrangeira na capital paulista a partir de sua diversidade de formas – imigrantes, viajantes, visitantes, residentes, nativos ou “eternos estrangeiros” – na heterogeneidade dos modos de viver, descrever e simbolizar o outro.

“Evitamos reduzir a multiplicidade de experiências que constitui o estrangeiro como categoria sociocultural à figura clássica do imigrante, que é normalmente associada à explicação dos processos de modernização das grandes cidades americanas”, disse Lanna.

“Partimos da figura do estrangeiro, mais ampla, com maior heterogeneidade de inserções e experiências, para tentar compreender como a cidade se transforma a partir dessa multiplicidade de encontros possíveis”, disse.

O projeto considerou os estrangeiros também em relação ao universo do trabalho. Os temas de investigação foram articulados em duas linhas de pesquisa: “A transformação dos bairros centrais, a construção de territórios, redes e identidades” e “A transformação dos campos profissionais: práticas, redes, atores e circulação de saberes”.

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