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Logo da Fifa: em janeiro, as temperaturas em Doha, a capital catariana, oscilam normalmente entre os 12 e os 21 graus centígrados
Berlim - O príncipe jordaniano Ali bin al Hussein, um dos vice-presidentes da Fifa, defende a realização da Copa do Mundo de 2022 entre dezembro e janeiro, no inverno do hemisfério norte, para evitar as temperaturas extremas de junho, julho e agosto no país-sede, o Catar.
Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal alemão "Tagesspiegel", Hussein afirmou que a mudança de datas é preferível, embora essa definição seja exclusiva do Catar e possa obrigar os campeonatos europeus a modificar seus calendários frequentes.
"Acho que é melhor jogar no inverno. Mas isso deve ser decidido pelo anfitrião", afirmou Hussein.
Segundo ele, a mudança do período padrão da realização da Copa - sempre no meio do ano - não representaria um grande inconveniente nas principais ligas europeias, já que "na Europa há uma pausa de inverno".
Efetivamente, se a Copa de 2022 acontecesse entre dezembro e janeiro, pouco afetaria competições nacionais como a alemã, que tradicionalmente para por cinco semanas no inverno, já que um Mundial dura cerca de quatro semanas.
No entanto, seria necessário para outros campeonatos promover mudanças em seus calendários, como nos casos da Premier League inglesa, que praticamente não para, e da liga espanhola, que tem um recesso de apenas duas semanas no inverno.
Desde o anúncio oficial de que será disputada no Catar, a Copa de 2022 é alvo de polêmica devido à pouca tradição futebolística do país árabe, além de suas necessidades de infraestruturas e seu clima, pouco compatível com a prática esportiva.
Em janeiro, as temperaturas em Doha, a capital catariana, oscilam normalmente entre os 12 e os 21 graus centígrados, mas em julho e agosto chegam a 41 graus de média.
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