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São Paulo - A Olimpíada é uma grande concentração de craques do mundo todo. Exemplos não faltam — assim como também não faltam fiascos. Em Londres, dois craques marcaram esses jogos olímpicos para sempre: Michael Phelps e seu recorde de medalhas e Usain Bolt, a estrela jamaicana que ampliou os limites humanos.
Para os brasileiros, no entanto, o grande craque deste fim de semana foi o ginasta Arthur Zanetti e sua medalha de ouro nas argolas. Discreto, centrado e altamente eficiente, Zanetti deu uma aula de como deve ser um atleta verdadeiramente olímpico, revelando-se sobre todos os favoritos brasileiros que não vingaram. Além disso, a comemoração do brasileiro não precisou ser um mar de lágrimas e comoção — como certamente não seria se não ganhasse nada.
Mas são muitos os craques dessa semana. Como Oscar Pistorius, primeiro atleta bi-amputado a correr numa semifinal ou a boxeadora brasileira, Adriana Araújo, que já garantiu pelo menos uma medalha de bronze — foi preciso que uma mulher entrasse na briga para finalmente o boxe brasileiro voltar a ganhar uma medalha.
Craque também é Robert Scheidt, que ganhou a bronze, com Bruno Prada, e aumentou sua coleção exemplar de medalhas: é, juntamente com o velejador Torben Grael, o atleta brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas.
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