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O presidente português e sua mulher na Vila Olímpica: no fundo da questão se encontra o protagonismo do futebol em Portugal, que recebe toda a atenção
Lisboa - A participação da equipe olímpica portuguesa nos Jogos de Londres terminou com um sabor amargo após a conquista de uma única medalha, o que reabriu no país o debate sobre como melhorar o rendimento nestas competições.
A alegria pela prata obtida no remo por Emanuel Silva e Tiago Pimenta, na prova dos 1.000 metros do caiaque duplo (K2), assim como as nove participações em finais, contrasta com o balanço que os analistas, o público em geral e alguns representantes políticos fizeram dos Jogos.
Apesar das críticas, Portugal manteve a média de uma medalha em suas participações olímpicas. No continente europeu, o país só teve desempenho melhor que países como Chipre, Luxemburgo e Malta, números que para alguns não correspondem com o real potencial luso.
O primeiro a abrir a "caixa de pandora" foi o presidente do Comitê Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, que falou na sexta-feira, em tom irônico, sobre a possibilidade de se nacionalizar atletas estrangeiros.
"Se queremos dez ou 11 medalhas rapidamente, temos que mudar de modelo. Há muitos atletas africanos que querem vir para a Europa e assim as medalhas aparecem", disse em declarações aos jornalistas.
Vicente Moura, que já anunciou que não tentará a reeleição, pôs o dedo na ferida ao afirmar que os resultados só vão melhorar se forem encontrados "novos caminhos para fazer a população portuguesa praticar esportes".
O país, de 10,5 milhões de habitantes e que vive a maior crise econômica de sua história recente, conta com cerca de 400 mil atletas federados, embora, de acordo com o dirigente, "nem metade destes praticam esporte na realidade".
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