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Técnico Tite, do Corinthians, com a taça Libertadores da América: quando chegou no clube, em 2010, não fazia parte do grupo seleto de técnicos vencedores
São Paulo - O futebol do Brasil é pobre em técnicos vencedores. Talvez não existam em número suficiente para atender aos times que pretendem disputar títulos nacionais. Tite agora é um deles — mais do que isso, talvez seja hoje o melhor deles, com dois títulos máximos conquistados em sequência, o Campeonato Brasileiro de 2011 e a Libertadores deste ano.
A vida profissional de técnico é assim mesmo: de uma hora para outra, é içado à condição de celebridade, mas sempre sujeito a ser rebaixado a qualquer deslize.
Quando Tite chegou no Corinthians, em 2010, não fazia parte do grupo seleto de técnicos vencedores. Já tinha dois títulos importantes — a Copa do Brasil, pelo Grêmio, em 2001, e a Copa Sul-Americana, pelo Internacional, em 2008 —, muito pouco para um técnico de primeira linha.
Anos antes, em 2004, Tite assumiu o Corinthians com a missão de afastar a ameaça do rebaixamento no campeonato brasileiro, obtendo um quinto lugar. Esse foi o momento em que Tite poderia alçar o voo. Ainda mais porque, no ano seguinte, o Corinthians, em parceria com a MSI, formaria um elenco com muitos craques.
Conta-se que, nessa época, Tite teria posto para fora dos vestiários o principal dirigente da MSI, Kia Jaboorichian, sob a alegação de que cartola não tinha que frequentar ambientes restritos a jogadores e comissão técnica. Essa atitude, somada a outros atritos, acabou provocando a demissão de Tite. E, transferindo-se para o Atlético Mineiro, não conseguiu evitar o rebaixamento: os planos para entrar para o primeiro time dos técnicos pareciam definitivamente comprometidos.
Depois de passar algum tempo nos Emirados Árabes, Tite foi contratado por Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, para substituir Mano Menezes, chamado para dirigir a Seleção.
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