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Escritor | 09/08/2012 07:29

Brasil celebra a obra de Jorge Amado em seu centenário

Atualmente, a Rede Globo transmite atualmente a nova versão de "Gabriela", minissérie baseada no livro "Gabriela, Cravo e Canela", publicado pelo autor em 1958

Carlos A. Moreno, da

Raul Junior/EXAME

Jorge Amado

"Escrever é transmitir vida, emoção, o que conheço e o que sei, minha experiência e minha forma de ver a vida", disse uma vez o escritor Jorge Amado

Rio de Janeiro - As comemorações pelo centenário de Jorge Amado chegam ao seu ponto máximo nesta sexta-feira, dia em que o mais internacional dos escritores brasileiros completaria 100 anos, efeméride que pôs em destaque a monumental obra do filho predileto da Bahia.

Várias homenagens foram realizadas durante o "Ano de Jorge Amado", que começou em 2011, quando foram completados dez anos da morte do autor, nascido em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, e falecido em 6 de agosto de 2001, em Salvador.

"Escrever é transmitir vida, emoção, o que conheço e o que sei, minha experiência e minha forma de ver a vida", disse uma vez o escritor, que elevou à categoria de lendas as histórias das plantações de cacau da Bahia, onde nasceu e produziu sua obra.

Para celebrá-lo, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense apresentou um desfile sobre sua vida no último carnaval carioca, e sua neta Cecília Amado levou ao cinema a obra 'Capitães da Areia', que foi lançada em outubro e se apresentou em abril no Festival de Cinema Latino de Chicago (EUA).

Também foram reimpressas diferentes edições de seus romances mais famosos e houve o lançamento de livros inéditos em sua homenagem, como o que apresenta as cartas entre Jorge Amado e a também falecida escritora Zélia Gattai, sua esposa durante 56 anos. Além disso, a "Rede Globo" transmite atualmente a nova versão de "Gabriela", minissérie baseada no livro "Gabriela, Cravo e Canela", publicado de 1958.

Diferentes artistas se somaram à festa com novas músicas e montagens de peças inspiradas no fantástico mundo criado pelo autor de obras como 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (1966) e 'O País do Carnaval' (1931), seu primeiro romance.

No centenário do nascimento do mais internacional dos escritores brasileiros, autor de 33 romances traduzidos para 49 idiomas, foi lembrada também sua faceta como militante comunista, deputado constituinte e até obá de Xangô, título honorifico do candomblé.

As iniciativas para homenagear o autor foram tantas que para organizá-las foi constituída uma comissão especial integrada por seus familiares e por representantes da Fundação Casa de Jorge Amado, da Academia Brasileira das Letras (ABL), da qual foi membro durante 40 anos, e da editora Companhia das Letras, dona dos direitos de seus livros.

A ABL e a fundação que leva seu nome celebrarão ao longo da próxima semana, em Salvador, o 'Curso Jorge Amado 2012', um colóquio do qual participarão estudiosos de sua obra para apresentar suas pesquisas e teses sobre o escritor.

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