Aguarde...
Mr. BeerTudo que você precisa para fazer sua cerveja caseira
ShowCredicard Hall recebe os ingleses do Pet Shop Boys
ObrasLivro de Harry Potter vendido por 227.000 dólares em leilão
CinemaNovo filme de Refn, "Only God Forgives" é vaiado em Cannes
MúsicaDiana Ross fará shows no Brasil em junho e julho
AtorMichael Douglas chora em apresentação de filme em Cannes
ChinesaAtriz Li Bingbing estrelará 4º filme da saga Transformers
ConflitosFilme palestino sobre amor e traição é aplaudido em Cannes
TVNational Geographic se rende aos reality shows
CinemaFilme policial japonês recebe primeiras vaias em Cannes
Esse estudo faz parte do Health Professionals Follow-up Study, uma série levantamentos sobre a saúde masculina feita na Faculdade de Saúde Pública de Harvard
De acordo com uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico European Heart Journal, consumir bebida alcoólica moderadamente pode diminuir o risco de morte por qualquer causa em homens que sobreviveram a um ataque cardíaco. Esse estudo faz parte do Health Professionals Follow-up Study, uma série levantamentos sobre a saúde masculina feita na Faculdade de Saúde Pública de Harvard.
Embora outros trabalhos já tenham relacionado a ingestão moderada de bebida alcoólica à diminuição de doenças do coração e de mortes por esse problema, ainda não estava claro se o hábito poderia beneficiar os indivíduos que já sofreram ataques cardíacos. De acordo com a coordenadora do estudo, a professora Jennifer Pai, as conclusões dessa pesquisa mostram que o consumo moderado de álcool a longo prazo entre homens não só os protege de um ataque cardíaco mas também aumenta a sobrevida daqueles que sobreviveram a um.
A pesquisa — Entre todos os 51.529 homens que participaram do estudo da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, a equipe desse trabalho selecionou e acompanhou os 1.818 indivíduos que haviam sobrevivido ao primeiro ataque cardíaco entre 1986 e 2006. A cada quatro anos, os participantes foram questionados sobre consumo de álcool, hábitos alimentares e outros fatores de estilo de vida, como se fumavam, ou qual era o peso de cada um. Nesse período de 20 anos da pesquisa, foram registradas 468 mortes.
Os homens foram divididos em quatro grupos de acordo com a quantidade de bebida alcoólica que consumiam por dia: abstêmios; até 10 gramas de álcool (ou cerca de uma taça de vinho); de 10 a 30 gramas de álcool (cerca de até três taças de vinho, até duas latas e meia de cerveja ou até duas doses de destilados); e mais de 30 gramas de álcool. Os participantes que ingeriam entre 10 e 30 gramas de álcool foram considerados consumidores moderados.
Os pesquisadores descobriram que esses consumidores moderados, que, de maneira geral, bebiam até duas doses de bebida alcoólica ao dia, apresentaram um menor risco de morrer após sofrer um ataque cardíaco pela primeira vez do que os abstêmios e do que os que ingeriam mais do que 30 gramas de álcool ao dia. Comparados aos abstêmios, o risco de morte dos consumidores moderados em decorrência de problemas cardiovasculares entre foi 42% menor e 14% menor devido a qualquer outra causa. Segundo o estudo, o tipo ingerido de bebida não alterou os resultados.
Quantidade determinada — Os resultados dessa pesquisa vão ao encontro de outros trabalhos sobre benefícios do álcool, que relacionam vantagens à saúde apenas com o consumo moderado. Quem é abstêmio não é beneficiado por esses efeitos positivos e quem bebe excessivamente, além de não se beneficiar, é extremamente prejudicado. "Nossos resultados mostram que o maior benefício atingiu quem bebeu quantidades moderadas. Os efeitos adversos à saúde do consumo excessivo são bem conhecidos, e incluem pressão arterial elevada e função cardíaca reduzida, por exemplo", afirma Jennifer.
De acordo com a equipe de pesquisadores, as conclusões também corroboram as recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre ingestão de bebida alcoólica. O órgão indica o consumo de 10 a 30 gramas de álcool ao dia para homens que sofreram de problemas cardíacos, mas alerta que a ingestão excessiva da bebida é nociva e que, mesmo em quantidades moderadas, esse hábito deve ser acompanhado por um médico.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados