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São Paulo - A Olimpíadas de Londres é autodenominada como a mais verde da história. Estádios e arenas desmontáveis. Madeira e tijolos de demolição usados nas obras da vila olímpica. A despoluição de um rio e do solo de uma grande área degradada da capital inglesa. Tudo é feito para ficar na história.
Tudo é feito para ser visto na televisão, como uma grande demonstração do poderio — embora em declínio — britânico. É para ser a mais verde e mais bem organizada. Só que há outro lado nestes Jogos. O lado que corre sorrateiramente para as pequenas notas dos jornais. É a Olimpíadas lado B: o mundo longe do espírito olímpico e da organização primorosa. Vamos aos fatos:
Verde, mas nem tanto
Os Jogos se dizem verdes, mas é difícil acreditar nessa história por uma única razão: os atletas usam aviões para chegar em Londres. A viagem de ida e volta São Paulo—Londres emite 3,5 quilos de carbono. Para compensar, seria preciso plantar 14 mudas de árvores. Imaginando todos os voos partindo da capital paulista, precisariam plantar 3598 árvores. Imaginem se a conta fosse feita com a gigantesca delegação chinesa.
O mundo não é tão bonito assim
Quatro atletas competem sob a bandeira do COI. Eles são apátridas. Todos são de países sem comitês olímpicos nacionais, requisito obrigatório para competir. Churandy Martina (atletismo), Philip Elhage (tiro) e Rodin Dauelaar (natação) são da ilha de Curaçau. O quarto atleta é o maratonista Guor Marial, refugiado do Sudão do Sul.
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