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Cultura | 18/05/2012 16:30

3 projetos que mostram o futuro dos museus

Conheça os projetos que propõe uma nova percepção das pessoas em relação à cidade e ao conteúdo em exposição

Marina Franco, do

Divulgação

Museu do Amanhã, Rio de Janeiro

Museu do Amanhã: Projeto é um prédio futurista que usa recursos naturais como a energia captada do Sol e a água da Baía de Guanabara

São Paulo - Dia 18 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia dos Museus. Além de propiciar acesso à arte, cultura e educação, os museus passam pelo desafio de acompanhar as novas ideias e comportamentos da sociedade. Como se afinar a um público cada vez mais conectado e tecnológico e, ao mesmo tempo, provocar diferentes percepções sobre o que está exposto?

Este foi o tema de um interessante bate-papo realizado ontem no Museu do Futebol, em São Paulo, entre o filósofo Rogério da Costa e o curador do museu Leonel Kaz. Citando o antropólogo e escritor brasileiro Darcy Ribeiro, que criou o termo "ninguendade" para designar a falta de identidade dos primeiros nascidos no Brasil, Kaz falou sobre o significa uma visita a um museu. "Ir a museu hoje é entrar em uma grande cidade. O sujeito deixa de ter a ninguendade dele e vê conceitos que pode se apropriar", disse.

O desafio, então, é não se limitar a ser apenas um lugar de arquivo e memória, e sim um ponto de encontro e interação. "Nossa função educacional é reverter a visão óbvia de tudo. Esse é o nosso papel nas novas cidades", afirmou Kaz.

"O grande desafio das cidades é como estabelecer relações com as pessoas", disse Rogério da Costa. "A nossa vida se fundamenta na possibilidade de estabelecer relações que produzem em nós afeto e imagem". Para o filósofo, as cidades, por serem consideradas um organismo de inteligência, podem refletir sobre sua condição e entender que tipos de encontros e interações permitem nas suas dinâmicas de infraestrutura, transporte, trabalho, lazer, cultura e etc.

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