Droga experimental reduz gordura em macacos

A droga, conhecida como Adipotide, funciona atacando o fluxo de sangue para certo tipo de gordura, conhecida como tecido adiposo branco

Los Angeles – Uma droga experimental reduziu o peso de macacos obesos em 11%, em apenas um mês, e está sendo vista como a nova promessa para combater a obesidade em humanos, informaram pesquisadores nesta quarta-feira.

A droga, conhecida como Adipotide, funciona atacando o fluxo de sangue para certo tipo de gordura, conhecida como tecido adiposo branco, que tende a se acumular sob a pele e em torno da barriga.

A maior parte dos medicamentos contra o excesso de peso se concentra na redução do apetite, no aumento do metabolismo ou na prevenção da absorção da gordura.

A pesquisa, realizada pelo Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, se revelou ainda mais promissora em ratos de laboratório, que perderam 30% do peso durante os testes.

“A maioria das drogas contra a obesidade falha na hora de corresponder os efeitos entre roedores e primatas”, explicou Renata Pasqualini, uma das autoras do estudo, em declarações à revista Science Translational Medicine.

Os macacos utilizados no estudo ganharam peso de forma natural, comendo à vontade e deixando de fazer exercícios.


Sua perda de peso foi registrada nas primeiras três semanas de tratamento, com um leve aumento na quarta semana. Em média, houve redução de 11% da massa total ao final do período.

A droga, criada pelo MD Anderson, “se une à uma proteína localizada na superfície dos vasos sanguíneos da gordura, e contém pépticos sincréticos que induzem à morte celular”, destaca o estudo. “Quando se inibe a circulação sanguínea, as celulas adiposas são reabsorvidas e metabolizadas”.

Outro sinal promissor é que os macacos tratados com a droga melhoraram sua resistência à insulina, sugerindo que ela pode evitar o desenvolvimento de diabetes do tipo 2.

Mas também foram registrados alguns efeitos nocivos nos rins, que podem ser evitados com a redução da dose administrada.

O financiamento da pesquisa ficou a cargo dos Institutos Nacionais de Saúde e do Instituto Nacional do Câncer.