Brasil terá delegação recorde nos Jogos Paralímpicos

O Brasil, como país anfitrião, terá no Rio de Janeiro a maior delegação esportiva do país em uma edição dos Jogos Paralímpicos, com 278 paratletas

São Paulo – O Brasil, como país anfitrião, terá no Rio de Janeiro a maior delegação esportiva do país em uma edição dos Jogos Paralímpicos, com 278 paratletas, e participará pela primeira vez de todas as 22 modalidades do evento.

A delegação brasileira foi anunciada e apresentada oficialmente nesta terça-feira no Centro Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, onde os atletas se concentrarão até o início de setembro, para depois viajarem à capital fluminense, que no dia 7 dará início ao calendário paralímpico.

No total serão 278 paratletas, com 181 homens e 97 mulheres, além de 16 atletas-guias para corredores cegos, três ajudantes para a bocha e dois goleiros sem limitação visual para o futebol de 5. Entre os convocados, 44 já conquistaram medalhas paralímpicas.

“Demos cara e cor para a delegação. É um passo muito grande. Acredito que esses 278 paratletas vão nos levar a esse quinto lugar”, afirmou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

O dirigente afirmou que o Brasil espera melhorar a sétima posição conseguida em Londres, em 2012, e entrar no top-5 do quadro de medalhas geral.

Um dos maiores destaques entre os convocados é Daniel Dias, nadador com má-formação congênita nas extremidades superiores e na perna direita que ostenta um bronze de Pequim, em 2008, quatro pratas na edição chinesa e 11 medalhas de ouro, as sete últimas conquistadas em Londres.

Na cerimônia de apresentação foram anunciados os três novos embaixadores do esporte paralímpico brasileiro: o empresário José Victor Oliva – pai do cavaleiro olímpico João Victor Oliva, do relacionamento que teve com a ex-jogadora de basquete Hortência -, o ator Paulo Vilhena e a atriz Cleo Pires.

A velocista Terezinha Guilhermina, dona de vários recordes mundiais e vencedora de dois ouros em Londres e um em Pequim, disse que buscará em casa “o melhor resultado da vida”.

“A delegação brasileira está bem preparada e esperamos um resultado melhor do que em todas as outras edições dos Jogos Paralímpicos. O fato de disputarmos em casa é um grande motivo para ser mais que uma grande festa”, disse a paratleta, que também foi medalhista de prata em Pequim e de bronze na China e em Atenas, em 2004.

De acordo com a velocista, os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro servirão “principalmente para ensinar um pouco mais à sociedade brasileira sobre as pessoas com deficiência, que têm uma grande qualidade dentro do esporte”.

Um dos legados da competição, segundo relatou, é “a visibilidade que os Jogos Paralímpicos leva a outros lugares nos quais, em outros momentos, (os paratletas) não tinham a possibilidade de inspirar”.

“Acredito que os Jogos no Brasil possibilitarão que as pessoas em todo o país olhem primeiro para a pessoa, e não para a deficiência. Isso cria uma nova possibilidade e expectativas para esse público que no Brasil é muito grande, com milhares de crianças sem expectativas”, analisou.