Brasil e EUA partem como favoritos no vôlei de praia

No masculino, terão a companhia da Venezuela, que chega forte à competição, e da Espanha, que pode ser uma surpresa

Londres – Brasil e Estados Unidos prometem travar grandes disputas no vôlei de praia durante os Jogos Olímpicos de Londres, que terão início nesta sexta-feira.

Brasil e EUA partem como favoritos em ambas as modalidades. No masculino, terão a companhia da Venezuela, que chega forte à competição, e da Espanha, que pode ser uma surpresa. Já pelo lado feminino a Holanda, atual campeã europeia, chega motivada a Londres.

No masculino, a dupla formada pelos brasileiros Emanuel, campeão olímpico em 2004, e Alison, é a atual campeã mundial e deve dar trabalho nas areias do Horse Guards Parade.

Emanuel, de 39 anos, participa da disputa olímpica desde a inclusão do vôlei de praia no programa de Atlanta, em 1996. Seu companheiro Alison, é talentoso e está em ótima forma.

Entre os principais adversários da dupla brasileira, está outra dupla do país, que é formada por Ricardo, ex-companheiro de Emanuel, e Pedro Cunha.

Ricardo, aliás, é o único jogador de vôlei de praia que conquistou três medalhas olímpicas, ouro em 2004, prata em 2000 e bronze em 2008.


Os americanos Todd Rogers e Philip Dalhausser, atuais campeões olímpicos, chegam a Londres como segunda dupla no ranking mundial e querem fazer história ao serem os primeiros americanos a faturar o bicampeonato no vôlei de praia.

Uma dupla que chega com status de ‘surpresa’ é a espanhola. Formada por Pablo Herrera e Adrián Gavira, ela aparece em décimo no ranking mundial. Herrera, aliás, ao lado de Xavier Bosma, é o único medalhista de prata em Jogos Olímpicos – Atenas (2004) – que não é brasileiro nem americano.

Os venezuelanos Jesús Villafañe e Igor Hernández, os mais baixos da competição, ambos com 1,84 m, chegam fortes depois que bateram os atuais campeões olímpicos na Alemanha, no começo do julho.

No feminina, as brasileiras Larissa e Juliana partem com tudo para a conquista da medalha de ouro para o país. A dupla lidera com folga o ranking mundial, mas terá pela frente as bicampeãs olímpicas Walsh e May, que nunca perderam sequer um set em Jogos Olímpicos.

Outra dupla americana que pode incomodar é a formada por Kessy e Ross, assim como a dupla holandesa composta por Iersel e Keiser, atual campeã europeia.

Ambas as competições contam com 24 duplas, que foram divididas em seis grupos, sendo que as duas melhores duplas de cada grupo garantem classificação para as quartas de final. Além disso, os quatro melhores terceiros colocados disputarão a repescagem.