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Entrevista | 07/02/2012 19:10

Desconstruindo Lana Del Rey, a incógnita recente do pop

Produtor de Lana Del Ray A.K.A. Lizzy Grant, o primeiro e renegado disco da cantora, David Kahne afirma que ela pode não durar

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Cantora pop Lana Del Rey

Lana Del Rey mudou de nome, de empresário e até de boca, segundo seu ex-produtor

São Paulo - Se há uma coisa que a indústria do entretenimento nos ensina, é que o sucesso duradouro não vem fácil. Para continuar no topo, é preciso muito mais do que talento e um rosto bonito. A apresentação de Madonna no Super Bowl no último domingo deixa isso claro: a rainha do pop só manteve o trono porque aprendeu a se reinventar e a se misturar aos nomes do momento. Madonna não lançou Vogue no auge da dança de rua, no início dos anos 1990, por acaso.

Nem abraçou a dance music no fim daquela década gratuitamente. Agora, em 2012, ela ressurge como a melhor amiga de infância dos rappers do momento – Nicki Minaj, M.I.A. e a dupla LMFAO – e se afilia ao hip hop, gênero que dominou 2011. Reiventar-se é preciso. Lana Del Rey, outrora Lizzy Grant, parecia saber disso.

Mudou de nome, de empresário e até de boca, segundo seu ex-produtor, e virou fenômeno na internet no ano passado com dois novos vídeos. Mas não conseguiu dar um salto qualitativo no segundo álbum, Born to Die, que chega nesta terça-feira (7) ao Brasil. Nem transformar sua performance ao vivo, que nunca foi boa, diz David Kahne, produtor do primeiro e renegado disco da cantora, Lana Del Ray. Apresentações em programas de TV colocaram Lana -- ou Lizzy -- no centro de uma saraivada de críticas. Uma desconstrução em que Kahne avança agora, em conversa com o site de VEJA.

Kahne, que já trabalhou com Paul McCartney e Tony Bennett em seus mais de 20 anos de carreira, conta que o disco Lana Del Ray foi retirado da loja virtual do iTunes poucas semanas após seu lançamento oficial. Na época, a cantora decidiu tomar um rumo diferente. Rumo que a catapultou ao sucesso com apenas um vídeo viral (Video Games) e lhe garantiu um contrato com a gravadora Interscope (a mesma de Lady Gaga e Madonna).

“David Nichtern, o dono do selo 5 Points, que lançou o primeiro álbum de Lizzy, gastou uns 50.000 dólares com ela e a ajudou em tudo. Mas ela é muito indecisa. Ficava mudando partes das músicas, letras etc. Quando o disco chegou às lojas, Lizzy decidiu que escreveria R-e-y ao invés de R-a-y. Semanas depois, apareceu com um novo empresário, tirou o CD de circulação e disse que queria fazer algo completamente diferente”, diz.

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