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Festival | 09/02/2012 13:10

Mike Leigh promete um Berlinale 'revolucionário'

Presidente do juri do Festival de Berlim defendeu a decisão de colocar a Primavera Árabe e outros movimentos no eixo da mostra

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Mahmud Khaled/AFP

Protestos na praça Tahrir, no Egito

Protestos na praça Tahrir, no Egito: Primavera Árabe estará presente no festival

Berlim - Liderado pelo diretor britânico Mike Leigh, o júri do Festival de Berlim prometeu ficar atento 'às revoluções', da francesa às atuais, ao acompanhar os candidatos aos Ursos, que começam a ser apresentados nesta quinta-feira com a produção franco-espanhola 'Les Adieux à Reine'.

'Não queremos nos antecipar ao que vamos ver. Mas há um grande potencial de temas que comovem o mundo atualmente', disse Leigh, em referência à decisão do diretor do Bernilane, Dieter Kosslick, de transformar a primavera árabe e outras revoluções em eixo temático.

Em uma entrevista coletiva antes da abertura do festival, Leigh compareceu ao lado de seus companheiros de júri: a atriz francesa Charlotte Gainsbourg e a alemã Barbara Sukowa, o ator americano Jake Gyllenhaal, o diretor iraniano Asghar Farhadi - Urso de Ouro de 2011 com 'A Separação' -, o cineasta francês François Ozon e o escritor argelino Boualem Sansal.

O trio de atores se encarrega de atrair os flashes, enquanto Leigh, Farhadi e Sansal assumiram a incumbência de falar do cinema e de seu compromisso.

'A revolução francesa foi a 'mãe' de todas as revoluções. Nós, seus filhos, devemos preservar muito esse espírito', disse Sansal. O escritor argelino afirmou ter consciência, mesmo não sendo um 'homem do cinema', da vontade de Kosslick de exaltar a temática o mundo árabe um ano depois da queda de Hosni Mubarak e outros ditadores.

'Les Adieux à Reine', dirigida por Benoit Jacquot, inaugura a apresentação dos 18 candidatos do Urso, que incluiu, entre outros, 'Cesare deve Morire', dos italianos Paolo e Vittorio Taviani e 'Dictado', do espanhol Antonio Chavarrías.

A vontade de Kosslick de abordar as atuais revoluções do mundo árabe se estenderá tento pelas seções oficiais como pelos restantes das mostras do festival, que deverá apresentar 400 filmes.

Rodado no Senegal por Alain Gomis, o filme 'Aujourd'hui' aborda as questões que envolvem a África atual, enquanto 'Tabu', uma produção luso-brasileira dirigida por Miguel Gomes, apresenta um retrato multiétnico de Lisboa.

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