Administradores do espólio de Prince tentam impedir lançamentos

O EP de seis canções "Deliverance" deveria ser posto à venda na sexta-feira e marcaria o primeiro de uma série de lançamentos póstumos de Prince

Os planos para lançar novas músicas de Prince na sexta-feira, aniversário de um ano da morte do cantor, foram prejudicados por uma ação civil segundo a qual as obras foram roubadas pelo ex-engenheiro de som do artista.

O EP de seis canções “Deliverance” deveria ser posto à venda na sexta-feira e marcaria o primeiro de uma série de lançamentos póstumos de Prince saídos de um enorme arquivo de material descartado ou nunca finalizado que ele teria deixado.

De acordo com um comunicado da gravadora independente Rogue Music Alliance (RMA), as seis músicas foram gravadas por Prince entre 2006 e 2008.

Após a morte acidental do artista por overdose em 2016, o seu engenheiro de som, Ian Boxill, passou o último ano finalizando, arranjando e mixando as canções, disse a RMA.

Os administradores do espólio de Prince, porém, apresentaram uma ação civil no tribunal distrital de Minnesota na terça-feira pedindo uma injunção contra o lançamento.

Segundo os documentos da corte, a ação alega violação contratual, roubo e apropriação indevida das músicas por parte de Boxill.

Boxill e a RMA não retornaram de imediato os pedidos de comentário sobre o processo nesta quarta-feira. Contudo, Boxill disse em um comunicado na terça-feira acreditar que Prince iria querer que as canções fossem lançadas de forma independente por terem sido gravadas na época em que estava envolvido em disputas com grandes gravadoras.

“Prince me disse uma vez que ia para a cama toda noite pensando em maneiras de driblar os grandes selos e levar sua música diretamente ao público”, afirmou Boxill.

Prince morreu no dia 21 de abril de 2016, aos 57 anos, em sua propriedade em Paisley Park, em Minnesota, de overdose do analgésico fentanil.