6 comidas exóticas ao redor do mundo

Porquinho-da-índia e cérebro de macaco são algumas iguarias apreciadas em outros lugares do mundo e que podem causar arrepios em diferentes culturas

Uma das coisas mais interessantes de se viajar é conhecer novos pratos e provar a gastronomia local. Cada cultura usa seus próprios temperos e ingredientes, criando sabores únicos para as refeições de todo dia. No entanto, existem alguns alimentos que um brasileiro pode considerar bem difíceis de engolir. Veja uma lista com seis pratos que ajudam a alimentar uma parcela da população mundial, mas que, talvez, você nunca tenha pensado que existissem.

1. O que é bicho de estimação em algumas culturas pode ir parar na panela em outras. E nem é preciso ir até a Coréia do Sul, onde se come cachorro, para se deparar com o dilema: comer ou não comer bichos que, no Brasil, são considerados parte da família? Basta chegar aqui do lado, no vizinho Peru.

O cuy, o nosso porquinho-da-índia, está no cardápio dos peruanos desde antes dos espanhóis atracarem por lá. O problema é que, na maioria das vezes, o cuy é preparado inteiro, com uma batata enfiada na boca. Impossível olhar para ele e não imaginar aquele bicho fofinho e peludo. E, acredite, isso já é o suficiente para dissuadir muita gente de experimentar a iguaria. Eu mesma passei a vez. O animal também é vendido em forma de espeto ou em guisados.

2. O que você acharia se te oferecessem para comer uma aranha caranguejeira? Pois é, o aracnídeo é muito consumido em várias regiões do planeta, em especial pelos índios da América do Sul, os aborígenes da Austrália e alguns povos da África. O prato pode ser servido assado, frito ou na brasa. Se você for aceitar, saiba que a espécie não é venenosa e que a parte mais cobiçada é o abdômen, por ser mais rico em carne. Evite a cabeça se você não gosta de vísceras.

3. Um dos pratos mais caros da culinária chinesa é a sopa de ninho de passarinho. Mas não de qualquer passarinho, apenas de uma andorinha asiática que faz seu ninho com a própria saliva. Os ninhos demoram 35 dias para ficarem prontos e só são construídos na época da procriação. Por isso, só podem ser colhidos três vezes ao ano e normalmente só são encontrados em locais de dificílimo acesso, como paredões rochosos.

Por esses motivos, o preço do quilo da iguaria pode chegar a 100 dólares. Os ninhos são ricos em nutrientes e sais minerais, além de ter valor medicinal para os chineses: acredita-se que o prato ajuda na digestão, no tratamento da asma, na libido, melhora a voz, a concentração e fortalece o sistema imunológico. São servidos cozidos em caldo de galinha e possuem uma textura gelatinosa.

4. Os fãs de “Indiana Jones” provavelmente se lembram da cena em que o herói participa de um banquete com cérebros de macacos entre os pratos principais. Acontece que aquilo não é só ficção. Os miolos dos primatas são servidos em alguns países da Ásia, como China, Malásia, Vietnã, e também na África. O prato é servido quase sempre cru, depois de limpo e temperado com vinagre ou limão. No entanto, o cérebro também pode ser servido ainda no crânio do animal vivo. Não preciso dizer que a prática é condenada pelas sociedades protetoras dos animais.

5. Se você estiver de férias nas Filipinas e te servirem um ovo de pato com um feto quase totalmente desenvolvido dentro, não vá chamar o garçom e dizer que sua comida está podre. Esse é um prato típico de país e recebe o nome de balut. O embrião é desenvolvido por 17 dias, até o ponto de ter penas e bico, cozido e temperado ao molho de soja, vinagre, sal, suco de limão, pimenta-do-reino e coentro. Deve ser servido ainda na casca e, dizem, tem textura crocante por causa dos ossos e um perfeito equilíbrio de sabores, além de propriedades afrodisíacas. Agora, imagina o cheiro!

6. Você pode até achar estranho, mas muita gente paga muito dinheiro para tomar um café feito das fezes de uma espécie de gato. O café mais caro do mundo, o Kopi Luwak, é produzido na Indonésia e conta com a ajuda de um felino conhecido como Gato-de-Algália. O bichano seleciona os melhores grãos de café e come a polpa, mas não consegue digerir os grãos, que saem inteiros pelas vias inferiores. No entanto, durante o processo de digestão, o café passa por uma alteração provocada pelas enzimas que confere a ele um sabor diferente. Depois de expelidos, os grãos são cuidadosamente lavados e usados na preparação da bebida.