UE recomenda tirar Grécia de lista negra por déficit excessivo

Com a decisão, a Comissão Europeia quer recompensar os progressos no balanço orçamentário de Atenas

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (12) que “recomenda o fechamento do procedimento de déficit excessivo” aberto há oito anos contra a Grécia, no intuito de recompensar os progressos no balanço orçamentário de Atenas.

O país continuará, porém, sob um plano de ajuda até 2018.

Essa decisão “é outro sinal positivo da estabilidade financeira e da reativação econômica no país”, afirmou o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis.

O procedimento por déficit excessivo permite à Comissão pôr sob vigilância os países que não respeitam os critérios de convergência da zona euro e, em tese, pode multá-los. Isso nunca aconteceu.

Há vários anos com déficit muito acima do limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) fixado pelos tratados europeus, a Grécia foi posta sob essa modalidade em 2009.

Após adotar uma série de ajustes, a Grécia conseguiu registrar, em 2016, um déficit orçamentário de 0,7% do PIB, como apontam os últimos dados da Comissão.

“É um momento muito simbólico para a Grécia. Depois de tantos anos de sacrifício do povo grego, o país colhe, no fim, o fruto de seus esforços”, disse o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.

O encerramento formal do procedimento ainda precisa da aprovação dos 28 ministros das Finanças da UE.

O anúncio da Comissão surge pouco depois do acordo entre os credores da Grécia – zona euro e Fundo Monetário Internacional (FMI) – para reativar o plano de resgate de 86 bilhões de euros pactado em julho de 2015.

O resgate permitirá à Grécia pagar parte de sua dívida colossal, que alcança quase 180% do PIB.