Dólar R$ 3,27 -0,54%
Euro R$ 3,65 0,07%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa 1,36% 64.085 pts
Pontos 64.085
Variação 1,36%
Maior Alta 4,89% RADL3
Maior Baixa -6,09% JBSS3
Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Troco popularidade por crescimento econômico, diz Temer

Presidente da República abriu o EXAME Fórum 2016, realizado nesta sexta-feira em São Paulo.

São Paulo – Prestes a completar um mês na Presidência da República, Michel Temer fez um diagnóstico da situação econômica do país durante o EXAME Fórum 2016, realizado nesta sexta-feira (30), em São Paulo. “O momento atual é grave e precisamos compreender isso com objetividade”, disse ele.“O Brasil tem pressa. Quem perdeu emprego não pode esperar. Famílias endividadas não podem esperar”, disse o presidente.

Temer afirmou ser indispensável a aprovação de reformas importantes para o país, mesmo que isso possa parecer impopular num primeiro momento. “Se eu ficar impopular, mas o Brasil crescer, eu me dou por satisfeito.”

A recuperação do país, disse, virá a partir da colaboração de trabalhadores e empregadores. “O rumo para a reconstrução do nosso país já foi aberto. Juntos, vamos construir um país mais moderno, mais próspero e mais justo.”

Durante seu discurso, o presidente defendeu a parceria entre o governo e a iniciativa privada. “O poder público não pode fazer tudo sozinho”, disse. “Não queremos o Estado mínimo, nossas demandas sociais são muitas, mas também não queremos um Estado pesado. Queremos um Estado que garanta a igualdade de oportunidade”.

“O empreendedor, todos nós sabemos, é um criador de possibilidades. O Estado tem consciência do papel fundamental do setor privado. Ao fazê-lo, o faço ancorado na Constituição Federal. Nossa Constituição prestigia a iniciativa privada. O poder público não pode fazer tudo sozinho”, disse o presidente.

Para a criação de oportunidades, afirmou o peemebista, é necessário “combinar dois preceitos indissociáveis”: a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social. “A irresponsabilidade fiscal é um veneno que corrói os direitos sociais”.

Ao falar da situação fiscal do país, Temer não poupou críticas ao governo de sua antecessora Dilma Rousseff. “É como se deslumbrando o abismo no horizonte, [o governo] tivesse colocado os dois pés no acelerador”, disse ele. 

Mais informações em instantes